Presidente do Brasil Lula e primeiro-ministro de Israel, Netanyahu. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Ministério das Relações Exteriores de Israel anunciou, na segunda-feira, 25 de agosto, que vai "rebaixar" as relações diplomáticas com o Brasil, após o Itamaraty não responder ao pedido de indicação de um novo embaixador. A informação foi divulgada pelo jornal "The Times of Israel".
Em janeiro, Israel havia indicado o diplomata Gali Dagan para assumir a embaixada em Brasília. Para ocupar o posto, é necessária a concessão do chamado "agrément", autorização que o país anfitrião precisa conceder.
O governo brasileiro, no entanto, manteve o pedido em análise sem dar resposta — atitude que, nas relações internacionais, equivale a uma recusa.
Diante da situação, Israel retirou a indicação de Dagan e afirmou que não pretende submeter outro nome ao Itamaraty, declarando que as relações com o Brasil serão conduzidas "em um patamar inferior" diplomaticamente.
“Após o Brasil, excepcionalmente, se abster de responder ao pedido de agrément do embaixador Dagan, Israel retirou o pedido, e as relações entre os países agora são conduzidas em um nível diplomático inferior”, informou o ministério em comunicado.
O assessor da Presidência e ex-chanceler Celso Amorim disse que a postura brasileira é uma reação ao tratamento dado ao embaixador Frederico Meyer em Tel Aviv, alvo de "humilhação pública" em 2024.
"Não houve veto. Pediram um agrément e não demos. Não respondemos. Simplesmente não demos. Eles entenderam e desistiram. Eles humilharam nosso embaixador lá, uma humilhação pública. Depois daquilo, o que eles queriam?", afirmou Amorim.
O ex-chanceler reforçou que o Brasil deseja manter laços com Israel, mas criticou a ofensiva israelense em Gaza.
"Digo e repito: nós queremos ter uma boa relação com Israel. Mas não podemos aceitar um genocídio, que é o que está acontecendo. É uma coisa absurda o que está acontecendo lá. Nós não somos contra Israel. Somos contra o que o governo Netanyahu está fazendo, que é uma barbaridade."
O Brasil retirou, em maio de 2024, seu embaixador em Tel Aviv, Frederico Meyer. Desde então, o posto segue vago, sem que o Itamaraty tenha submetido outro nome à aprovação de Israel.
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Não foram apresentados detalhes oficiais sobre os motivos que levaram ao cancelamento do visto da diplomata. Também não houve manifestação pública do governo americano explicando os fundamentos da decisão
Segundo informações divulgadas pelo UFC, o atleta teria sofrido um aparente ataque cardíaco enquanto dormia e não resistiu.
o líder argentino ainda completou dizendo, ''ele foi solto por uma falha administrativa no procedimento, não por ser inocente'', afirmou.
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