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Israel rebaixa relações com o Brasil após Itamaraty ignorar indicação de embaixador

Para ocupar o posto, é necessária a concessão do chamado "agrément", autorização que o país anfitrião precisa conceder.

Ricardo Lélis

26 de agosto de 2025 às 17:29   - Atualizado às 17:29

Presidente do Brasil Lula e  primeiro-ministro de Israel, Netanyahu.

Presidente do Brasil Lula e primeiro-ministro de Israel, Netanyahu. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério das Relações Exteriores de Israel anunciou, na segunda-feira, 25 de agosto,  que vai "rebaixar" as relações diplomáticas com o Brasil, após o Itamaraty não responder ao pedido de indicação de um novo embaixador. A informação foi divulgada pelo jornal "The Times of Israel".

Em janeiro, Israel havia indicado o diplomata Gali Dagan para assumir a embaixada em Brasília. Para ocupar o posto, é necessária a concessão do chamado "agrément", autorização que o país anfitrião precisa conceder.

O governo brasileiro, no entanto, manteve o pedido em análise sem dar resposta — atitude que, nas relações internacionais, equivale a uma recusa.

Diante da situação, Israel retirou a indicação de Dagan e afirmou que não pretende submeter outro nome ao Itamaraty, declarando que as relações com o Brasil serão conduzidas "em um patamar inferior" diplomaticamente.

“Após o Brasil, excepcionalmente, se abster de responder ao pedido de agrément do embaixador Dagan, Israel retirou o pedido, e as relações entre os países agora são conduzidas em um nível diplomático inferior”, informou o ministério em comunicado.

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O assessor da Presidência e ex-chanceler Celso Amorim disse que a postura brasileira é uma reação ao tratamento dado ao embaixador Frederico Meyer em Tel Aviv, alvo de "humilhação pública" em 2024.

"Não houve veto. Pediram um agrément e não demos. Não respondemos. Simplesmente não demos. Eles entenderam e desistiram. Eles humilharam nosso embaixador lá, uma humilhação pública. Depois daquilo, o que eles queriam?", afirmou Amorim.

O ex-chanceler reforçou que o Brasil deseja manter laços com Israel, mas criticou a ofensiva israelense em Gaza.

"Digo e repito: nós queremos ter uma boa relação com Israel. Mas não podemos aceitar um genocídio, que é o que está acontecendo. É uma coisa absurda o que está acontecendo lá. Nós não somos contra Israel. Somos contra o que o governo Netanyahu está fazendo, que é uma barbaridade."

O Brasil retirou, em maio de 2024, seu embaixador em Tel Aviv, Frederico Meyer. Desde então, o posto segue vago, sem que o Itamaraty tenha submetido outro nome à aprovação de Israel.

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