Um representante do alto escalão do Departamento de Estado ligou diretamente para um executivo da empresa nos Estados Unidos para abordar o assunto.
Trump e Moraes. Foto: Reprodução/Redes Sociais e Victor Piemonte/STF
O patrocínio da Coca-Cola a um evento que teve o ministro Alexandre de Moraes (STF) como palestrante virou pauta no governo dos Estados Unidos (EUA). As informações são do colunista Paulo Cappelli, do Metrópoles.
De acordo com a matéria, a questão passou a ser discutida internamente porque o presidente dos EUA, Donald Trump, decidiu sancionar o magistrado com a Lei Magnitsky em julho deste ano.
Em novembro, a Coca-Cola patrocinou o XXVI Congresso Nacional do Ministério Público, que contou com Moraes como um dos oradores de destaque. A edição, que ocorreu entre os dias 11 e 14 em Brasília, teve como tema “O MP do futuro: democrático, resolutivo e inovador”. Os ingressos variaram entre R$ 820 e R$ 1.020.
Segundo a coluna, um representante do alto escalão do Departamento de Estado ligou diretamente para um executivo da Coca-Cola nos Estados Unidos para abordar o assunto. Em tom de alerta, o oficial da gestão Trump reprovou explicitamente o patrocínio concedido pela empresa.
Integrantes da Casa Branca sustentam que companhias que tenham negócios no país não podem patrocinar eventos que deem visibilidade a alvos da Lei Magnitsky.
O caso da Coca-Cola gerou mais repercussão por se tratar de uma multinacional com sede nos EUA, mas também houve incômodo com os seguintes patrocínios: Pic Pay, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Febraban, a federação que representa as instituições bancárias brasileiras.
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos iniciou uma nova fase de pressão internacional ao enviar cartas a bancos brasileiros solicitando informações sobre o cumprimento da Lei Magnitsky, mecanismo jurídico que permite aplicar sanções a indivíduos acusados de corrupção ou violações graves de direitos humanos em todo o mundo.
O alvo principal desta etapa é o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que foi formalmente sancionado pelo governo americano no dia 30 de julho de 2025. De acordo com Washington, qualquer instituição financeira que ofereça “suporte material” ao magistrado pode ser penalizada com multas, bloqueios de ativos e ações judiciais nos EUA.
A Lei Magnitsky já foi utilizada contra diversos alvos internacionais, mas seu uso contra um alto membro do Judiciário brasileiro elevou as tensões diplomáticas e gerou incerteza no sistema bancário nacional.
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