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P. Diddy é absolvido de tráfico sexual, mas condenado por transporte para fins de prostituição

O julgamento do rapper, que mobilizou atenção internacional, terminou nesta quarta-feira, 2 de julho.

Isabella Lopes

02 de julho de 2025 às 13:38   - Atualizado às 13:41

Rapper Sean

Rapper Sean Foto: Reprodução/Youtube

O rapper e empresário norte-americano Sean "Diddy" Combs foi absolvido das principais acusações que enfrentava na Justiça dos Estados Unidos. O julgamento, que mobilizou atenção internacional, terminou nesta quarta-feira, 2 de julho, com a decisão do júri que livrou o artista das denúncias de tráfico sexual e associação ilícita. No entanto, Diddy recebeu uma condenação por transporte de pessoas com fins de prostituição.

A acusação de associação ilícita era a mais grave e poderia levá-lo à prisão perpétua, caso o júri o considerasse culpado. O caso levantou debates sobre a cultura de silêncio em torno de figuras públicas e sobre os limites entre relacionamentos consentidos e exploração sexual em contextos de poder.

Acusação descreveu artista como "intocável"

Durante os argumentos finais, a promotoria reforçou a tese de que Diddy teria utilizado sua posição de poder e influência para abusar de mulheres durante anos.

"O réu nunca pensou que as mulheres de que ele abusou teriam a coragem de dizer em voz alta o que ele lhes havia feito. O réu não é um deus", disse a acusação diante do júri, destacando o sentimento de impunidade que cercaria o artista.

A promotoria descreveu Diddy como o líder de uma organização criminosa que coagia mulheres a participar de encontros sexuais em troca de benefícios ou sob pressão. Segundo o Ministério Público, o esquema contava com uma estrutura que envolvia transporte, hospedagem e controle sobre as vítimas, muitas vezes disfarçado por contratos e promessas profissionais.

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Defesa sustentou que relações foram consentidas

Do outro lado, a defesa de Diddy construiu sua linha argumentativa em torno do consentimento e da ausência de coerção. Os advogados do rapper enfatizaram que o artista manteve relações íntimas consideradas "pouco ortodoxas", mas que todas ocorreram com consentimento mútuo.

Os representantes do músico também apontaram que o julgamento teve motivações raciais e econômicas.

"Diddy é um empresário negro bem-sucedido e autodidata que se tornou alvo de perseguição por sua influência na indústria do entretenimento", afirmou um dos advogados de defesa.

Durante o julgamento, que durou sete semanas, o tribunal ouviu dezenas de testemunhas e analisou milhares de páginas de provas documentais, incluindo registros telefônicos, extratos bancários e vídeos. Diddy optou por não prestar depoimento, uma decisão estratégica comum em processos criminais nos Estados Unidos.

Artista se declarou inocente e segue em liberdade

Diddy manteve sua declaração de inocência ao longo de todo o processo. Ele compareceu às audiências acompanhado de seus advogados e evitou declarações públicas mais contundentes. A condenação por transporte para fins de prostituição ainda será detalhada pela Justiça, que deve determinar, em nova audiência, qual será a penalidade aplicável.

Até o momento, o rapper permanece em liberdade e seus advogados devem recorrer da decisão que resultou em condenação parcial. A repercussão do caso segue intensa nas redes sociais, com defensores e críticos debatendo as implicações do veredito para a carreira do artista e para o combate à violência contra mulheres.

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