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Caso P. Diddy: em sua fase final, Justiça alega que rapper é "líder de organização criminosa"

O rapper Sean "Diddy" Combs está preso desde setembro de 2024 e responde por crimes de extorsão, abuso sexual e tráfico de pessoas, podendo ser condenado à prisão perpétua.

Eduarda Queiroz

27 de junho de 2025 às 14:07   - Atualizado às 14:07

Caso P. Diddy: em sua fase final, Justiça alega que rapper é "líder de organização criminosa".

Caso P. Diddy: em sua fase final, Justiça alega que rapper é "líder de organização criminosa". Foto: Reprodução

O julgamento de Sean "Diddy" Combs, que começou em 12 de maio, está em sua fase final. O magnata da música responde a acusações que envolvem tráfico sexual, coação, distribuição de drogas e uso de armas de fogo.

O caso é conduzido pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que afirma ter evidências de que Diddy liderou uma rede sofisticada de exploração sexual por mais de duas décadas.

Agora, segundo a Variety, a promotoria está dizendo que o rapper é "líder de organização criminosa". A procuradora-assistente Christy Slavik alegou que Diddy sempre foi um homem muito poderoso, mas que conseguiu mais poder e influência devido ao apoio de seu círculo íntimo e sua empresa que, segundo ela, tem como objetivo proteger o rapper.

"Ele [Diddy] é o líder de uma organização criminosa. Ele não aceita não como resposta, e agora vocês sabem sobre muitos crimes que o réu cometeu com membros de sua organização", alegou.

Ela então passou a listar os crimes pelos quais o rapper é acusado e focou no tráfico sexual, que foi chamado de "crime brutal."

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Ainda de acordo com a Variety, a procuradora-assistente falou sobre dois episódios de agressão: quando Diddy agrediu Cassie Ventura em 2016 e quando ele agrediu Jane (pseudônimo da testemunha) em 2024.

"São capítulos do mesmo livro", disse.

Christy lembrou que, no caso de Cassie, ele pagou o hotel onde a agressão aconteceu para que o vídeo do ataque fosse apagado e também mencionou que o músico sempre tinha drogas a seu dispor, para uso próprio e para as vítimas.

Relembre o caso P. Diddy

O rapper e empresário Sean “Diddy” Combs enfrenta graves acusações de tráfico sexual, extorsão e estupro em grupo, em um processo federal que abalou a indústria do entretenimento em 2025.

Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, Diddy teria liderado por duas décadas uma rede criminosa que usava ameaças, drogas e chantagem para forçar mulheres a participar de festas sexuais filmadas, conhecidas como “freak offs”.

Mais de 60 processos civis foram abertos contra ele, incluindo denúncias de abuso de menores e de violência sexual envolvendo seu filho, Justin Combs. Preso desde setembro de 2024, Diddy é julgado por crimes que podem resultar em prisão perpétua.

Da redaçãoo do Portal de Prefeita com informações do Estadão Conteúdo

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