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Recifense resgatada de esquema de exploração sexual passou três meses em cárcere fazendo programas

A vítima havia sido levada ao país por integrantes de uma organização criminosa internacional, que a aliciou com falsas promessas de trabalho.

Gabriel Alves

09 de junho de 2025 às 12:41   - Atualizado às 12:41

Agente da PF e avião de onde a recifense chegou.

Agente da PF e avião de onde a recifense chegou. Fotos: Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura

Uma jovem recifense foi resgatada após ser mantida em cárcere privado e submetida à exploração sexual em um hotel em Myanmar, no sudeste asiático, por cerca de três meses. A vítima havia sido levada ao país por integrantes de uma organização criminosa internacional, que a aliciou com falsas promessas de trabalho.

Seu paradeiro foi identificado por meio de um alerta internacional da Interpol, o que possibilitou o resgate e o retorno dela ao Brasil no domingo, 8 de junho.

O caso levou a Polícia Federal (PF) a deflagrar, na última sexta-feira (6), a Operação Double Key, com o objetivo de desarticular o grupo responsável pelo esquema de tráfico internacional de pessoas com fins de exploração sexual. A organização, segundo as investigações, atuava principalmente na região do estado de Karen, em Myanmar, onde vêm sendo construídos hotéis e cassinos usados como fachada para os crimes.

Durante a operação, dois homens de origem chinesa foram presos preventivamente ao desembarcarem no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, após voo vindo do Camboja. Ambos são apontados como integrantes do grupo criminoso. Também foram impostas medidas cautelares contra uma mulher brasileira, além do cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência dela, na capital paulista.

De acordo com a PF, a organização era composta majoritariamente por cidadãos chineses legalmente estabelecidos no Brasil, que aliciavam jovens brasileiras com falsas ofertas de emprego no exterior.

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O processo judicial teve início após a conversão de uma Notícia de Fato em inquérito civil, formalizado em 10 de fevereiro de 2025.

A investigação apura possíveis violações de leis trabalhistas e outras condutas graves relacionadas à atuação do influenciador e das empresas ligadas a ele.

O caso começou com suspeitas de exploração de trabalho infantil. Os promotores identificaram publicações antigas nas redes sociais de Hytalo Santos que mostravam crianças e adolescentes atuando em vídeos monetizados, sem contratos formais ou autorizações legais exigidas para atividades artísticas infantis.

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