Deslizamento no Nepal: número de mortos sobe para 538 no terceiro dia de buscas Foto: Reprodução
O número de mortos após o deslizamento no Nepal que atingiu a região de fronteira com a China chegou a 538. O balanço foi divulgado pelo governo nepalês na madrugada desta sexta-feira, 28 de agosto, no terceiro dia de buscas. A dimensão da tragédia ainda pode aumentar, já que 977 pessoas permanecem desaparecidas.
Entre os desaparecidos, 517 são cidadãos estrangeiros. As autoridades ainda tentam identificar todas as vítimas e localizar pessoas que podem estar isoladas em áreas atingidas pelas inundações e pelo fluxo de detritos.
Até o momento, 3.253 pessoas foram retiradas das áreas afetadas com vida. A operação reúne mais de 15 mil trabalhadores, que enfrentam condições consideradas difíceis e perigosas para avançar nas buscas.
Um dos pontos mais delicados da operação está no túnel da usina hidrelétrica Upper Trishuli Hydropower, onde centenas de pessoas ficaram presas após as inundações na região de Bhotekoshi, no distrito de Rasuwa.
Na quinta-feira (27/8), equipes da Armada Nepalesa conseguiram resgatar 350 trabalhadores e moradores que estavam presos no local. Mais de 100 pessoas, no entanto, ainda aguardavam a retirada do túnel.
Segundo a Autoridade Nacional de Gestão e Redução de Riscos de Desastres do Nepal, o trabalho para alcançar essas pessoas é complexo. Além do risco de novos deslizamentos e inundações, as equipes precisam lidar com o clima adverso e com as dificuldades de acesso às áreas atingidas.
A situação também foi acompanhada por uma sequência de tremores registrados entre o Nepal e o Tibete, na China.
De acordo com o Centro Nacional de Sismologia da Índia e o Centro Alemão de Pesquisa em Geociências, um terremoto de magnitude 5,0 atingiu o Tibete na noite de quinta-feira. Aproximadamente uma hora depois, um tremor de magnitude 3,2 foi registrado no Nepal.
A agência estatal chinesa Xinhua também informou que um terremoto de magnitude 4,7 havia sido registrado em Nagqu, no Tibete, na quarta-feira (26/8).
Apesar da ocorrência dos tremores, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) apontou que o desastre principal foi causado pelo colapso de uma geleira. O desprendimento provocou um fluxo de detritos que desceu pela região, atingindo áreas habitadas e provocando consequências consideradas catastróficas.
As autoridades nepalenses mantêm as equipes mobilizadas enquanto familiares aguardam informações sobre pessoas desaparecidas. Com quase mil pessoas ainda sem localização confirmada, a prioridade continua sendo alcançar áreas isoladas, retirar sobreviventes e localizar vítimas.
As buscas devem continuar nos próximos dias, mas as condições do terreno e a possibilidade de novos eventos naturais tornam a operação especialmente arriscada para as equipes que atuam na região.
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