Bandeira de Cuba. (Foto: Pixabay)
O governo de Cuba anunciou, na quinta-feira, 2 de abril, a concessão de indulto a 2.010 presos, classificando a medida como um “gesto humanitário” em razão das celebrações da Semana Santa.
De acordo com comunicado divulgado pela imprensa oficial, a decisão “partiu de uma análise cuidadosa das características dos crimes cometidos pelos condenados, da boa conduta mantida na prisão, do cumprimento de uma parte significativa da pena e do estado de saúde”.
"É por isso que, no total dos libertados, aparecem jovens, mulheres, idosos com mais de 60 anos, aqueles que chegarão ao fim da liberdade antecipada no último semestre e no próximo ano; bem como estrangeiros e cidadãos cubanos residentes no exterior", acrescentou o comunicado.
O texto não detalha quais foram as acusações atribuídas aos presos que serão libertados, nem informa se há, entre eles, pessoas condenadas após os protestos de 2021, que terminaram em atos de vandalismo e resultaram em punições por terrorismo, desacato ou desordens públicas. O governo cubano, por sua vez, não reconhece a existência de presos políticos.
Cuba enfrenta um momento de tensão diplomática e econômica. O país passa por uma grave crise energética, agravada pela interrupção do fornecimento de petróleo da Venezuela e pelas sanções e pressões dos Estados Unidos, o que tem causado apagões e dificuldades em serviços essenciais.
Em meio a esse cenário, o presidente Miguel Díaz Canel confirmou no dia 13 de março, que autoridades cubanas mantiveram conversas recentes com representantes dos Estados Unidos.
Segundo ele, os diálogos têm como objetivo “buscar soluções por meio do diálogo” para as diferenças bilaterais entre os dois países. A declaração foi feita durante reunião com as principais autoridades do governo, transmitida pela emissora estatal cubana.
As conversas ocorrem enquanto o governo americano, liderado por Donald Trump, expressa publicamente seu desejo de mudanças no regime cubano, qualificando o país como uma “ameaça excepcional” por suas relações com aliados como Rússia, China e Irã, e pedindo que Havana “chegue a um acordo” sob risco de consequências mais severas.
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A Justiça chinesa afirmou que a severidade das penas acompanha o impacto causado às vítimas, incluindo danos psicológicos duradouros.
Documento acrescenta essas questões a críticas recorrentes feitas pelos norte-americanos, como a demora na concessão de patentes, falhas na proteção à propriedade intelectual e outros.
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