Cruzeiro LGBTQIAP+ tem rota alterada após autoridades turcas proibirem desembarque Arte: Portal de Prefeitura
O navio de cruzeiro Scarlet Lady, voltado para o público LGBTQIAP+, fretado pela Atlantis Events e operado pela Virgin Voyages, viu sua rota de viagem ser drasticamente alterada após autoridades turcas proibirem sua atracação nas cidades de Istambul e Kuşadası.
Com cerca de 1.900 passageiros a bordo, a maioria de origem norte-americana, a embarcação foi impedida de desembarcar sob a alegação governamental de que o grupo apresentava comportamentos "incompatíveis" com a sociedade local, baseando-se na defesa de supostos "valores familiares" e "padrões morais".
Diante da negativa definitiva das autoridades da província de Aydin, a organização precisou redirecionar o cruzeiro para o Cairo, no Egito, e para a ilha de Creta, na Grécia.
O presidente da Atlantis Events, Rich Campbell, expressou profunda preocupação com a postura do país em selecionar turistas com base em sua identidade. Campbell ressaltou ainda que esta é uma situação inédita nos 36 anos de operação da empresa, reiterando que o propósito das viagens é estritamente turístico.
O episódio reflete um cenário de endurecimento político do partido do presidente Tayyip Erdogan, o AKP, que tem intensificado restrições contra a comunidade LGBTQ+. O histórico de vetos na Turquia inclui a proibição das paradas do Orgulho em Istambul desde 2015, sob pretexto de segurança pública.
Em meio a essa tensão, a polícia de Istambul chegou a realizar uma fiscalização em um bar local após a circulação de panfletos sobre uma suposta festa da Atlantis, embora a empresa tenha negado qualquer vínculo com o material.
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