Ao abordar especificamente conflitos e guerras no Oriente Médio, na Ucrânia, no Sudão e em Mianmar, ele avaliou que o cenário demonstra o que acontece quando o poder sai do controle.
22 de setembro de 2026 às 12:27 - Atualizado às 12:30
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres. Foto: Divulgação
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, abriu a 81ª assembleia geral da entidade nesta terça-feira, 22 de setembro, alertando para o avanço de conflitos e guerras, para ataques contra civis e trabalhadores humanitários e para o aprofundamento de divisões geopolíticas.

“Nosso futuro será moldado pela forma como enfrentarmos quatro grandes testes de poder”, disse, citando conflitos armados e guerras, desigualdade, mudanças climáticas e inteligência artificial.
Ao abordar especificamente conflitos e guerras no Oriente Médio, na Ucrânia, no Sudão e em Mianmar, Guterres avaliou que o cenário demonstra o que acontece quando o poder sai do controle, a força se sobrepõe à diplomacia e a responsabilização não acontece.
“Não estamos diante de crises separadas. Estamos diante de capítulos de uma mesma história: a história do poder — como ele é usado e como está mudando”, destacou em seu último discurso como secretário-geral da ONU, já que seu segundo mandato de cinco anos à frente da entidade se encerra em dezembro.
Entre os principais riscos citados por Guterres está o avanço da inteligência artificial que, em sua avaliação, pode estar se desenvolvendo mais rápido do que a capacidade da própria humanidade de compreender seus efeitos.
“Mesmo aqueles que criaram a inteligência artificial dizem que estão ficando cegos diante dela”, disse. “O perigo não é a tecnologia. O perigo é a tecnologia sem responsabilidade”, completou, ao conclamar os governos a fortalecerem o diálogo, a transparência, a confiança e a cooperação.
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