Ave mantém o bico colorido e os olhos escuros; aparência é associada ao leucismo, alteração que afeta a pigmentação das penas.
21 de setembro de 2026 às 11:49 - Atualizado às 12:02
Tucano-de-bico-castanho. Foto: Luis Solano Pochet/Reprodução
Um tucano com plumagem quase inteiramente branca se destaca entre os registros de aves em Guápiles, na Costa Rica. O contraste entre as penas claras, o bico colorido e os olhos escuros chama atenção para uma alteração conhecida como leucismo.
O animal é apresentado pelo fotógrafo costa-riquenho Luis Solano Pochet como um tucano-de-bico-castanho (Ramphastos ambiguus). A aparência incomum está relacionada à pigmentação da plumagem e não significa, por si só, que pertença a uma espécie diferente.
O Project FeederWatch, ligado ao Laboratório de Ornitologia de Cornell e à organização Birds Canada, explica que alterações na pigmentação podem produzir aves com penas brancas, manchas claras ou coloração diferente do padrão habitual.
No leucismo, a alteração pode afetar a deposição de melanina nas penas, sem eliminar esse pigmento de todo o organismo. Por isso, uma ave pode apresentar plumagem completamente branca e, ao mesmo tempo, conservar olhos escuros.
Essa distinção ajuda a compreender por que a aparência clara não basta para classificar um animal como albino. A observação da coloração dos olhos e de outras partes do corpo também é relevante para diferenciar as condições.
No albinismo, a ausência de melanina também afeta os olhos, que podem adquirir aparência rosada ou avermelhada pela visualização dos vasos sanguíneos. Já aves leucísticas podem manter pigmentação ocular.
No caso descrito em Guápiles, a combinação de penas muito claras e olhos escuros é apresentada como compatível com leucismo. O bico também preserva cores, formando um contraste com o restante do corpo.
As condições não devem ser usadas como sinônimos: embora ambas possam produzir animais de aparência branca, os mecanismos envolvidos são diferentes.
Não há comprovação de que o indivíduo seja o único existente no planeta. Mas, certamente, é um caso raro.
Também é necessário distinguir um animal documentado de todos os que possam existir na natureza. Um registro fotográfico comprova um avistamento, mas não permite concluir, isoladamente, que não haja outros indivíduos com características semelhantes.
"Essa beleza apareceu em Guápiles em 2019, e eu tive a oportunidade de vê-la e fotografá-la em uma manhã muito úmida e quente nos trópicos. Valeu a pena!", disse o fotógrafo que fez o registro em sua rede social.
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