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Alpinista responde por morte da namorada após expedição em montanha

Promotoria acusa homem de negligência grave durante escalada e defesa afirma que casal planejou expedição em conjunto.

Portal de Prefeitura

20 de fevereiro de 2026 às 13:18   - Atualizado às 13:28

Um alpinista alemão poderá ser condenado a até três anos de prisão pela morte da namorada

Um alpinista alemão poderá ser condenado a até três anos de prisão pela morte da namorada Foto: Reprodução/Rede Social

Um alpinista alemão poderá ser condenado a até três anos de prisão pela morte da namorada durante uma escalada no Grossglockner, o ponto mais alto da Áustria, com 3.798 metros de altitude. O caso aconteceu em janeiro de 2025, mas ganhou novos desdobramentos após denúncia formal do Ministério Público de Innsbruck.

A vítima, identificada como Kerstin G., tinha 33 anos e morreu de hipotermia após ficar presa na montanha sob condições climáticas extremas. Segundo os promotores, o namorado, Thomas P., foi negligente e agiu de forma irresponsável ao organizar e conduzir a expedição.

Acusação aponta falhas no planejamento e abandono

De acordo com a promotoria austríaca, Thomas era o alpinista mais experiente do casal e assumiu a organização da escalada. Por isso, deve ser considerado o “guia responsável” pela excursão.

Entre os principais erros apontados pela acusação estão:

  • Falta de equipamentos adequados;
  • Saída com duas horas de atraso;
  • Permissão para que Kerstin utilizasse botas de snowboard macias, consideradas impróprias para o terreno;
  • Ausência de itens térmicos de emergência.

O casal ficou preso na montanha por volta das 20h50. Um helicóptero policial sobrevoou a área cerca de duas horas depois, mas não houve pedido imediato de socorro. Thomas só acionou a polícia às 00h35, colocando o telefone no silencioso e deixando de atender às ligações de retorno das autoridades.

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Naquela noite, as condições climáticas eram severas: temperatura de -8ºC, sensação térmica de -20ºC e ventos de até 74 km/h.

Segundo a acusação, a situação se agravou quando os dois estavam a cerca de 40 metros do cume e Kerstin demonstrou sinais de exaustão. Por volta das 2h da manhã, Thomas decidiu seguir sozinho até o topo para buscar ajuda, descendo pelo outro lado da montanha.

Os promotores sustentam que ele abandonou a namorada desprotegida e sem os devidos recursos para enfrentar o frio extremo.

Defesa diz que decisão foi conjunta

A defesa do alpinista afirma que o casal planejou a escalada em conjunto e que ambos se consideravam experientes e preparados.

Em nota, os advogados declararam que Thomas está “profundamente arrependido” e expressa “sinceras condolências à família da falecida”. Segundo eles, não houve intenção ou negligência deliberada, mas uma sucessão de decisões tomadas sob condições adversas.

Possível pena

Caso seja condenado por homicídio culposo — quando não há intenção de matar — Thomas poderá cumprir pena de até três anos de prisão.

O caso reacende o debate na Europa sobre segurança em esportes de alta montanha, responsabilidade entre parceiros de expedição e os riscos de decisões tomadas em ambientes extremos.

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