Russas procurando homens, devido à "escassez". Foto: Reprodução
A Rússia vive uma crise demográfica preocupante, com escassez de homens, especialmente entre aqueles com mais de 30 anos. A guerra na Ucrânia intensificou o problema. Milhares de russos morreram no conflito ou fugiram do país para evitar o alistamento militar, o que agravou o desequilíbrio de gênero.
Hoje, a Rússia conta com cerca de 86 homens para cada 100 mulheres, segundo dados internacionais — um dos menores índices do mundo. Diante dessa realidade, muitas mulheres russas passaram a procurar relacionamentos fora do país. Usando aplicativos de namoro e redes sociais, elas buscam não apenas amor, mas também segurança, estabilidade e a chance de reconstruir a vida em outro lugar.
Essas mulheres relatam como principais queixas o machismo estrutural, as dificuldades econômicas crescentes e a baixa expectativa de vida dos homens, que gira em torno de 66 anos — bem abaixo dos 77 anos entre as mulheres.
Agências matrimoniais voltadas ao público estrangeiro registraram aumento na procura. Alemanha, Turquia, Brasil, Estados Unidos e Espanha figuram entre os destinos mais desejados.
Especialistas apontam que essa busca por parceiros no exterior reflete uma crise social e cultural profunda, que se arrasta há décadas na Rússia. Se o cenário interno não mudar, a tendência é de que mais russas deixem o país em busca de novos recomeços.
A Letônia, um pequeno país do Leste Europeu, enfrenta um desafio demográfico que tem impacto direto na vida de suas mulheres heterossexuais. Com um número significativamente maior de mulheres do que homens, muitas letãs relatam dificuldades em encontrar parceiros.
De acordo com dados do Banco Mundial, em 2023, 53,68% da população da Letônia era feminina, enquanto os homens representavam apenas 46,32%. Essa diferença reflete um cenário real que preocupa muitas mulheres no país.
Segundo o sociólogo Baiba Bela, ouvido pela BBC, a Letônia tem “a maior desproporção entre homens e mulheres”, com apenas 84 homens para cada 100 mulheres.
Além da desproporção numérica, existe outro fator importante: os homens vivem menos. Em 2022, a expectativa de vida dos homens era de 70,1 anos, enquanto a das mulheres era de 79,9 anos — uma diferença de 9,8 anos.
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