Descoberta inédita aponta que gotículas de gordura nas células cerebrais, ligadas ao gene APOE4, têm papel fundamental no avanço do Alzheimer e podem abrir caminho para tratamentos inovadores.
Estudo identifica que acúmulo de gordura no cérebro está ligado ao Alzheimer. Imagem gerado por IA
A relação entre o acúmulo de gordura no cérebro e a doença de Alzheimer é um dos temas mais recentes e promissores da neurociência. Pesquisas apontam que gotículas de gordura nas células cerebrais podem desencadear os processos que levam à perda de memória e confusão mental, sintomas característicos da doença.
Tradicionalmente, o Alzheimer foi associado ao acúmulo das proteínas beta-amiloide e tau, que formam placas e emaranhados no cérebro. Porém, uma pesquisa inovadora realizada por cientistas da Stanford University sugeriu que o acúmulo de gordura nas células do cérebro desempenha papel crucial na doença.
O estudo analisou diferentes variantes do gene APOE, especialmente o APOE4, conhecido por aumentar o risco de Alzheimer. Pessoas com essa variante apresentaram níveis elevados de uma enzima que favorece a acumulação de gotículas de gordura nas células cerebrais, principalmente as micróglias, que são células do sistema imunológico do cérebro.
A presença da proteína beta-amiloide induz o acúmulo de gordura. Esse fenômeno contribui para o acúmulo de tau e a morte dos neurônios, desencadeando perda de memória, confusão e outros sintomas típicos do Alzheimer.
Além do acúmulo de gordura diretamente no cérebro, estudos indicam que a gordura visceral, a localizada no abdômen e mais próxima dos órgãos, também está associada ao aumento do risco da doença. Níveis elevados de gordura visceral correlacionam-se com maior quantidade de placas de beta-amiloide no cérebro, podendo antecipar o desenvolvimento da doença em até 20 anos antes dos sintomas.
Com a descoberta da ligação entre gordura cerebral e Alzheimer, pesquisadores acreditam que terapias direcionadas à redução dessas gotículas podem ser mais eficazes do que as abordagens atuais, que focam apenas nas proteínas beta-amiloide e tau.
Especialistas recomendam atenção especial à saúde metabólica e à composição corporal, mais do que ao peso total, e incentivam exercícios físicos inteligentes para combater a gordura abdominal e proteger a função cognitiva.
Mais estudos são necessários para entender completamente os mecanismos do acúmulo de gordura e desenvolver tratamentos eficazes, mas a descoberta atual representa um avanço significativo no combate ao Alzheimer.
Identificar alterações precoces, relacionada ao metabolismo lipídico no cérebro e gordura abdominal, pode permitir intervenções antes do avanço dos sintomas, melhorando a qualidade de vida dos pacientes.
A ligação entre acúmulo de gordura no cérebro, genética e Alzheimer testemunha uma nova era na compreensão dessa doença devastadora. A ciência abre caminho para tratamentos inovadores e ações preventivas eficazes que podem transformar o futuro da saúde cerebral.
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