Cacá levou cinco pontos no queixo por cotovelada de Maurício. Foto: Victor Ferreira / Vitória
A goleada sofrida por 4 a 0 para o Palmeiras ficou em segundo plano no Vitória. O assunto que dominou o pós-jogo foi a atuação da arbitragem, principalmente por causa da cotovelada sofrida pelo zagueiro Cacá, que terminou a partida com cinco pontos no queixo após um lance envolvendo o meia Maurício.
A diretoria rubro-negra entende que o jogador palmeirense deveria ter sido expulso e acusa a arbitragem de interferir diretamente no andamento da partida válida pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O episódio aconteceu ainda aos 25 minutos do primeiro tempo, quando Maurício atingiu o rosto de Cacá durante uma disputa de bola.
O defensor precisou receber atendimento médico e levou cinco pontos para fechar o corte provocado pela cotovelada.
Mesmo com a gravidade da lesão, o árbitro manteve apenas a marcação da falta, e o VAR não recomendou revisão para possível cartão vermelho, decisão que provocou protestos imediatos dos atletas e da comissão técnica do Vitória.
Após o jogo, o presidente Fábio Mota afirmou que o resultado da jogada fala por si e criticou a justificativa apresentada pela arbitragem.
Segundo ele, o argumento de ausência de intenção não muda as consequências sofridas pelo atleta.
Além disso, o dirigente confirmou que o clube entrará com uma representação oficial junto à Comissão de Arbitragem da CBF e voltou a reclamar do tratamento dado aos clubes nordestinos em competições nacionais.
Como forma de protesto, o Vitória também decidiu cancelar entrevistas com jogadores e não participou da zona mista.
Em nota divulgada nas redes sociais, o Vitória manifestou "absoluta indignação e revolta" com a atuação da arbitragem.
No comunicado, o clube afirma que a cotovelada de Maurício foi uma agressão clara, destaca que Cacá precisou levar cinco pontos no queixo e considera que a ausência de expulsão teve impacto direto no restante da partida.
A nota também confirma que a diretoria irá protocolar uma representação formal na CBF para pedir providências sobre a atuação do árbitro Alex Gomes Stefano e da equipe do VAR.
A situação ficou ainda mais tensa no fim do primeiro tempo. Após revisão do VAR, Cacá foi expulso por uma entrada sobre Arias. Pouco depois, Luan Cândido também recebeu cartão vermelho após fazer um gesto em direção à arbitragem interpretado como acusação de roubo.
As duas expulsões aumentaram a revolta dos jogadores e da torcida presente no Barradão.
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