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Zagueiro do Vitória leva cinco pontos no queixo após cotovelada de Maurício e clube promete denúncia

Cacá precisou de atendimento médico após lance com Maurício, do Palmeiras, e diretoria baiana promete representação à CBF.

Pedão Repórter

30 de julho de 2026 às 17:45   - Atualizado às 17:46

Cacá levou cinco pontos no queixo por cotovelada de Maurício.

Cacá levou cinco pontos no queixo por cotovelada de Maurício. Foto: Victor Ferreira / Vitória

A derrota do Vitória por 4 a 0 para o Palmeiras, na noite da última quarta-feira (29), pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro, segue repercutindo muito além do placar. Um dos principais motivos é o lance envolvendo o zagueiro Cacá, que precisou levar cinco pontos no queixo após receber uma cotovelada do meia Maurício ainda no primeiro tempo da partida disputada no Barradão.

O episódio revoltou jogadores, dirigentes e torcedores rubro-negros. Logo após o confronto, o presidente do Vitória, Fábio Mota, criticou duramente a atuação da arbitragem e confirmou que o clube irá formalizar uma representação junto à Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Presidente do Vitória critica decisão da arbitragem

Em rápida entrevista após o apito final, Fábio Mota afirmou que a falta de punição ao jogador do Palmeiras foi determinante para o rumo da partida.

Segundo o dirigente, independentemente da intenção do lance, o resultado da jogada demonstra a gravidade da situação.

"Ainda bem que o Brasil viu o jogo. O Cacá levou cinco pontos no queixo. Não foi por acaso. Não foi por ser intencional. O que os jogadores relataram foi que o árbitro disse que não foi intencional. Intencional ou não, foram cinco pontos no queixo. Isso desequilibrou a partida completamente."

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O presidente ainda lembrou de outro episódio envolvendo arbitragem, contra o Flamengo, e voltou a reclamar da dificuldade enfrentada por clubes do Nordeste.

"É difícil fazer futebol no Nordeste. Você tem investimento menor, viaja mais e passa por esse tipo de coisa."

Como forma de protesto, o Vitória decidiu cancelar entrevistas com jogadores e a tradicional zona mista após a partida.

Vitória divulga nota oficial e anuncia representação

Pouco depois das declarações do presidente, o clube publicou uma nota oficial reforçando a insatisfação com a atuação do árbitro Alex Gomes Stefano e do VAR, comandado por Marco Aurélio Augusto Fazekas Ferreira.

No comunicado, o Vitória afirma que Maurício desferiu uma cotovelada no queixo de Cacá, provocando um corte que exigiu cinco pontos, e critica o fato de o lance não ter sido revisado para possível expulsão.

Segundo o clube, a decisão influenciou diretamente o desenrolar da partida.

Além disso, o Vitória confirmou que apresentará uma representação formal à Comissão de Arbitragem da CBF para contestar a condução do jogo.

Expulsões aumentaram revolta no Barradão

A tensão aumentou ainda mais aos 35 minutos do primeiro tempo. Após recomendação do VAR, o árbitro revisou um carrinho de Cacá sobre Arias e aplicou cartão vermelho ao defensor.

A decisão gerou forte reação dos jogadores e da torcida. Na sequência, o zagueiro Luan Cândido fez um gesto de "roubo" em direção à arbitragem e também acabou expulso após nova intervenção do árbitro de vídeo.

Apesar das reclamações do Vitória, o comentarista de arbitragem PC Oliveira avaliou que as expulsões de Cacá e Luan Cândido foram corretas dentro das regras do jogo. Ainda assim, o clube mantém o entendimento de que a não expulsão de Maurício foi o principal erro da arbitragem e comprometeu o equilíbrio da partida.

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