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Morre técnico do Boca Juniors, Miguel Ángel Russo, aos 69 anos de câncer

Russo, que havia se afastado recentemente das atividades do time devido ao agravamento de seu quadro clínico, estava internado em sua residência, em Buenos Aires. 

Isabella Lopes

09 de outubro de 2025 às 13:37   - Atualizado às 13:38

Miguel Ángel Russo.

Miguel Ángel Russo. Foto: Reprodução/@bocajrs

O futebol argentino perdeu, nesta quarta-feira, 8 de outubro, um de seus nomes mais respeitados. O técnico Miguel Ángel Russo, comandante do Boca Juniors, morreu aos 69 anos, em decorrência de complicações provocadas por um câncer de próstata. Segundo a imprensa local, o velório do treinador será realizado no estádio La Bombonera, casa do clube que o consagrou.

Russo, que havia se afastado recentemente das atividades do time devido ao agravamento de seu quadro clínico, estava internado em sua residência, em Buenos Aires. 

Trajetória 

Miguel Ángel Russo escreveu uma trajetória de destaque no futebol. Como técnico, viveu um dos momentos mais marcantes da história do Boca Juniors, ao conquistar a Copa Libertadores da América em 2007, o último título continental da equipe.

O argentino teve três passagens pelo Boca: a primeira em 2007, quando levantou a taça da Libertadores; a segunda entre 2020 e 2021, período em que conquistou o Campeonato Argentino de 2020/21 e a Copa da Liga Profissional de 2020; e a terceira, iniciada em maio de 2025, interrompida por problemas de saúde.

Homenagens

“O Clube Atlético Boca Juniors comunica com profunda tristeza o falecimento de Miguel Ángel Russo. Miguel deixa uma marca inapagável em nossa instituição e será sempre um exemplo de alegria, cordialidade e esforço. Acompanhamos sua família e seus entes queridos neste momento de dor. Até sempre, querido Miguel!”, publicou o clube.

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O jogo do Boca Juniors contra o Barracas Central, que seria realizado neste sábado, 11 de outubro, pelo Torneo Clausura, foi adiado pela Liga de Futebol Profissional da Argentina em sinal de luto. A nova data da partida ainda será definida.

Nos Estados Unidos, onde a seleção argentina se prepara para um amistoso contra a Venezuela, os jogadores prestaram um minuto de silêncio antes do treino em homenagem a Russo.

Após a vitória do Boca Juniors sobre o Newell’s Old Boys, por 5 a 0, no último domingo, 5 de outubro, o capitão Leandro Paredes dedicou o resultado ao técnico, que já estava hospitalizado.

“Dedicamos a vitória a Russo, ele é o cabeça do nosso grupo e está passando por um momento nada lindo. Mandamos muita força a ele”, disse Paredes na ocasião.

Além do Boca, clubes argentinos e internacionais, assim como entidades como a Associação de Futebol da Argentina (AFA) e a Conmebol, divulgaram notas de pesar destacando o legado do treinador.

Como jogador, Miguel Ángel Russo foi símbolo de lealdade. Atuou apenas pelo Estudiantes de La Plata, entre 1975 e 1988, e conquistou dois títulos argentinos (1982 e 1983). Defendeu a seleção da Argentina em 17 partidas, participando das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1986, mas uma lesão o tirou do grupo campeão mundial no México.

Após encerrar a carreira como atleta, Russo iniciou a trajetória como técnico em 1989, no Lanús, clube com o qual conquistou o título da Segunda Divisão Argentina em 1992. Repetiu o feito ao levar o Estudiantes à elite em 1995 e o Rosario Central em 2013.

Na Primeira Divisão, além dos títulos com o Boca Juniors, foi campeão argentino pelo Vélez Sarsfield em 2005, consolidando-se como um dos treinadores mais respeitados do país.

Experiências no exterior 

Miguel Russo também teve experiências no exterior. Trabalhou em clubes tradicionais da América do Sul, como Universidad de Chile, Millonarios (Colômbia), Alianza Lima (Peru) e Cerro Porteño (Paraguai), além de passagens por Salamanca (Espanha), Morelia (México) e Al-Nassr (Arábia Saudita).

Em 2017, quando dirigia o Millonarios, Russo enfrentou pela primeira vez o câncer de próstata e conseguiu vencer a doença. No entanto, as complicações voltaram nos últimos meses, agravadas por uma infecção urinária diagnosticada em setembro. Mesmo debilitado, o técnico tentou se manter à frente do Boca até o afastamento definitivo, pouco antes de sua morte.

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