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Haiti: conheça os destaques da seleção que vai enfrentar o Brasil nesta sexta (19)

A canarinha tem o desafio de encontrar espaços contra uma equipe que vai defender com muitos jogadores atrás da linha da bola.

Redação

19 de junho de 2026 às 09:04

Seleção de Haiti.

Seleção de Haiti. Foto: Divulgação/Haiti

A seleção do Haiti entra em campo nesta sexta-feira, 19 de junho, para enfrentar o Brasil pela Copa do Mundo. Apesar de ocupar a pior colocação no ranking da Fifa entre as 48 seleções participantes do torneio, a equipe chega ao confronto tentando mostrar que pode dificultar a vida de uma das favoritas ao título mundial.

O Brasil aparece como favorito para conquistar os três pontos, mas os Haiti já deixaram sinais de que não pretendem facilitar o trabalho dos adversários. Na estreia da competição, a equipe perdeu por 1 a 0 para a Escócia, porém apresentou uma postura organizada dentro de campo e conseguiu competir durante boa parte da partida. A atuação chamou atenção principalmente pela disciplina defensiva. O Haiti fechou espaços, reduziu as opções ofensivas dos escoceses e apostou nos contra-ataques para buscar oportunidades. A estratégia mostrou uma equipe disposta a sofrer sem a bola e aproveitar os momentos certos para atacar.

Esse estilo de jogo pode representar um desafio para o Brasil. Quando encontra adversários muito fechados, a seleção brasileira normalmente precisa de paciência para encontrar espaços e construir as jogadas ofensivas. Por isso, a tendência é que o Haiti utilize novamente uma postura defensiva e tente explorar erros ou espaços deixados pelo rival.

Outro resultado recente reforçou a confiança do aiti antes da Copa do Mundo. Em amistoso preparatório, a equipe venceu a Nova Zelândia por 4 a 0. O placar chamou atenção e mostrou que o time também consegue produzir ofensivamente quando encontra oportunidades.

Grande parte das esperanças ofensivas da seleção passa pelo o atacante Duckens Nazon Pierrot. Com 1,94 metro, o centroavante atua como principal referência da seleção. A equipe costuma procurar o jogador em cruzamentos e bolas levantadas na área, aproveitando sua força física e capacidade de disputar jogadas aéreas.

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O setor ofensivo também conta com a participação de Wilson Isidor, atleta que atua no futebol inglês. O atacante integra a nova geração de jogadores que ajudou a elevar o nível técnico da equipe nos últimos anos.

Outro nome conhecido do elenco é o volante Jean-Jacques. O jogador possui uma história ligada ao futebol brasileiro. Em 2016, ele disputou a Copa São Paulo de Futebol Júnior pelo Pérolas Negras, projeto social criado para aproximar Brasil e Haiti durante a missão de paz da Organização das Nações Unidas no país. Dentro de campo, Jean-Jacques exerce papel importante na proteção defensiva e na saída de bola da equipe. O volante ajuda a dar equilíbrio ao meio-campo e participa da estratégia que prioriza organização tática e intensidade na marcação.

Nova estratégia

A evolução do Haiti passa por uma estratégia adotada pela federação local para fortalecer o elenco. A seleção ampliou a busca por atletas nascidos fora do país, mas que possuem ascendência haitiana. A iniciativa permitiu a convocação de jogadores que atuam em centros mais competitivos do futebol mundial.

O resultado dessa política aparece claramente na composição do grupo que disputa a Copa do Mundo. Dos 26 convocados para a competição, apenas dez nasceram em território haitiano. Os demais vieram de diferentes países, mas possuem laços familiares com o Haiti e optaram por defender a seleção caribenha.

Embora o favoritismo esteja ao lado do Brasil, a seleção haitiana chega para o duelo com uma proposta clara de jogo. A equipe aposta em uma defesa compacta, em transições rápidas pelos lados do campo e em bolas aéreas direcionadas aos atacantes.

A partida também é uma oportunidade para o Haiti mostrar a evolução construída nos últimos anos. Mesmo distante das principais potências do futebol mundial, a seleção conseguiu formar um grupo competitivo e aposta na disciplina tática para equilibrar forças diante de adversários mais tradicionais.

Para o Brasil, o desafio deve passar pela necessidade de encontrar espaços contra uma equipe que tende a defender com muitos jogadores atrás da linha da bola. Já para o Haiti, cada minuto sem sofrer gols pode aumentar a confiança e tornar o confronto ainda mais equilibrado ao longo da partida.

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