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Brasil conquista 9º título da Copa América Feminina após vencer Colômbia nos pênaltis

O primeiro título da seleção sob o comando do técnico Arthur Elias, que dirigiu o time na prata nos Jogos Olímpicos de Paris-2024.

Isabella Lopes

03 de agosto de 2025 às 08:38   - Atualizado às 08:40

Seleção Feminina do Brasil comemorando título da Copa América.

Seleção Feminina do Brasil comemorando título da Copa América. Foto: Reprodução/Redes Sociais.

Nos pênaltis, o Brasil venceu a Colômbia por 5 a 4 e chegou ao seu nono título em dez edições da Copa América feminina após o empate por 4 a 4 (3 a 3 no tempo normal) neste sábado, 2 de agosto, no estádio Casa Blanca, em Quito, no Equador. A goleira Lorena defendeu dois pênaltis na disputa final.

Marta falhou na disputa de pênaltis, mas foi decisiva na conquista do título. Ela começou no banco, marcou dois gols, um no tempo normal, outro na prorrogação, mas errou a cobrança que daria o título ao Brasil. A atacante de 39 anos entrou aos 36 minutos do segundo tempo, marcou nos acréscimos para empatar por 3 a 3 e o primeiro gol da prorrogação.

O primeiro título do Brasil sob o comando do técnico Arthur Elias, que dirigiu a seleção na prata nos Jogos Olímpicos de Paris-2024, esteve em risco durante grande parte da decisão deste sábado, em que o time flertou com uma derrota inédita após 11 vitórias em 14 confrontos com as colombianas.

A seleção fez um primeiro tempo apático, em nenhum momento até o segundo gol de Marta aos 14 minutos do primeiro tempo da prorrogação esteve em vantagem no placar e só conseguiu evitar a derrota no tempo normal nos acréscimos do segundo tempo.

Brasil e Colômbia já haviam se enfrentado na primeira fase da Copa América, partida na qual a seleção jogou grande parte com uma atleta a menos após a expulsão de Lorena e segurou o empate sem gols. Para a decisão, o técnico do Brasil escalou a equipe com Marta e Amanda Gutierres, artilheira do Brasil na competição, na reserva. O ataque que iniciou a final era formado por Dudinha, Gio Garbelini e Kerolin.

A decisão em Quito começou com muita disputa física. O Brasil tinha dificuldade para superar a marcação colombiana e procurava acelerar o jogo com lançamentos equivocados. As adversárias aproveitavam o espaço deixado pelas brasileiras e com troca de passes e velocidade criavam lances de perigo no ataque.

As colombianas transformaram a superioridade e o maior volume de jogo em vantagem no placar aos 24 minutos. Na área brasileira, a Colômbia trocou passes com tranquilidade enquanto as brasileiras exerciam uma marcação à distância. A bola passou por três jogadoras até chegar a Caicedo, que teve liberdade para chutar rasteiro, no canto direito da goleira Lorena.

O time de Arthur Elias continuava errando muito na troca de passes e sofria pressão das colombianas. O técnico não esperou o intervalo para mexer na equipe e colocou Amanda Gutierres e a zagueira Isa Haas no lugares de Dudinha e Fê Palermo, respectivamente.

O primeiro tempo terminou tenso, e o Brasil chegou empate após um momento de falta de lucidez de uma zagueira colombiana. Depois de uma disputa pelo alto na área da Colômbia, em que as duas foram ao chão, Carabali acertou uma cabeçada em Gio Garbelini, quando a bola já seguia para o ataque colombiano. O VAR interveio, e o pênalti foi marcado. Angelina cobrou bem, sem dar chance para a goleira Tapia já aos 53 minutos.

O Brasil iniciou o segundo tempo demonstrando disposição. Após rebote de Tapia em um chute de longa distância de Kerolin, Gio acertou a trave. A seleção brasileira melhorou, passou a dominar a decisão e criava lances para virar o jogo. A Colômbia voltou a comandar o placar em um lance bizarro de falha de comunicação aos 23 minutos. Em um lance sem nenhum perigo, a zagueira Tarciane recuou sem olhar a posição da goleira Lorena, que se aproximava para dominar o lance. A bola entrou lentamente no canto esquerdo.

Quando o Brasil se preparava para colocar Marta em campo, o time chegou ao empate aos 34 minutos. Após cruzamento pelo alto de Gio, Amanda Gutierres matou no peito e finalizou cruzado, de pé esquerdo, no canto esquerdo de Tapia. Foi o sexto gol da atacante brasileira, que se igualou a Claudia Martínez, do Paraguai, no topo da artilharia da Copa América.

Marta entrou em campo no lugar de Gio Garbelini e logo finalizou da entrada da área. O Brasil vivia um bom momento no jogo, mas se descuidou na defesa. Em um contra-ataque rápido, Linda Caicedo avançou pelo meio, chamando a marcação de Isa Haas, e tocou para Mayra Ramírez, livre pela direita, marcar na saída de Lorena.

Nos acréscimos, aos 50 minutos, Marta provou por que é uma das melhores jogadoras da história. Aos 39 anos, de fora da área, ela acertou um forte chute de esquerda. Tapia tocou na bola, mas não evitou o gol que empatou a decisão e provocou a prorrogação.

Mais confiante, o Brasil iniciou o tempo extra no ataque, mas novamente deixava espaços para a criação de jogadas da Colômbia no ataque. O alívio veio aos 14 minutos do primeiro tempo. Marta, livre no meio da zaga colombiana dentro da pequena área, tentou de cabeça, mas conseguiu finalizar de pé direito para marcar o quarto gol do Brasil.

A Colômbia teve forças para buscar o empate em uma cobrança de falta perfeita de Leicy Santos, no ângulo direito de Lorena. Na disputa de pênaltis, a Colômbia apostava muito na goleira Tapia.

Jogadora do Palmeiras, ela foi a heroína da conquista do terceiro título paulista do time em 2024, quando defendeu três das quatro cobranças do Corinthians (houve ainda um chute na trave). Tapia defendeu duas cobranças do Brasil, de Angelina e Marta, mas foi insuficiente para garantir o título inédito da Colômbia.

Estadão Conteúdo 

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