Imagem de foragido do goleiro Bruno. Foto: Divulgação
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) voltou a se manifestar no processo que determinou a regressão do regime de prisão do goleiro Bruno Fernandes. O atleta de 41 anos está foragido desde o último dia 5 de março, quando a Justiça fluminense revogou a liberdade condicional dele. Em ofício assinado na quinta (26), o promotor Fernando Martins Costa voltou a pedir que, quando encontrado, o goleiro seja encaminhado para um presídio em regime fechado.
A defesa de Bruno optou por não se manifestar. Ele foi condenado a 22 anos e um mês de reclusão pelo homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e lesão corporal de Eliza Samudio.
Nas últimas semanas, a Polícia Civil fluminense divulgou um cartaz em que o goleiro aparece como procurado pelas forças de segurança. Desde o começo do mês, Bruno, que era ativo nas redes sociais divulgando treinos e o "Jogo do Tigrinho", apagou os perfis.
O Ministério Público do Rio de Janeiro alega que Bruno tinha de manter seu endereço atualizado perante a Justiça, ficar em casa no período das 22h às 6h e aos domingos e feriados, além de estar proibido de sair do Rio sem autorização judicial.
De acordo com o MP, no entanto, nos últimos três anos o goleiro não manteve seu endereço atualizado e frequentou lugares em horários não autorizados. Cita como exemplo um jogo no estádio do Maracanã no mês passado, quando ele foi, como torcedor, acompanhar a partida do Flamengo contra o Internacional, pelo Brasileirão. Bruno, inclusive, registrou a presença em seu Instagram. O MP lembra ainda que Bruno viajou para outros Estados da federação sem autorização judicial.
Bruno foi preso em 2010 pelo assassinato de Eliza Samudio. Eliza teria cobrado o reconhecimento de paternidade do filho que teve com o jogador, então no Flamengo. Bruno ordenou que comparsas matassem Eliza. O corpo da modelo nunca foi encontrado e o crime só foi descoberto devido a uma delação.
A condenação aconteceu em 2013. Bruno conseguiu um habeas corpus, em fevereiro de 2017, no Supremo Tribunal Federal (STF). Dois meses depois, porém, a Corte voltou a julgá-lo e o reconduziu à prisão.
Em 2019, Bruno teve determinada a progressão de pena para o regime semiaberto (em que dormia na penitenciária). Foi quando ele voltou a jogar futebol, pelo Boa Esporte, de Varginha (MG), que na época estava na Série C do Campeonato Brasileiro.
Foi em 2023 que houve a progressão do semiaberto para liberdade condicional. Entre 2020 e 2026, Bruno passou por Poços de Caldas (MG), Rio Branco (AC), Atlético Carioca (RJ), Búzios (RJ), Orion (time de várzea de São Paulo), União do Bom Destino (ES) e Capixaba (ES).
Estadão Contúdo
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Segundo a ação, o reclamante contraiu dívidas superiores a R$ 375 mil e viu seu pai vender um imóvel para auxiliá-lo.
Segundo o órgão, a lei brasileira determina que menores de idade só podem atuar profissionalmente em espetáculos e eventos com autorização da Vara da Infância e Juventude.
O partido pedia a condenação do deputado ao pagamento de R$ 50 mil por danos morais, argumentando que o condenado pela morte da vereadora Marielle Franco não integrava a legenda.
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