Bruno Becker e Dodô. Foto: Reprodução e Rafael Vieira/CNC
O presidente do Náutico, Bruno Becker, comentou pela primeira vez a saída do meia Dodô e fez duras críticas ao jogador durante entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira, 31 de julho. O dirigente afirmou que a decisão da Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), que autorizou a rescisão contratual do atleta, pode ter evitado um impacto financeiro significativo para o clube alvirrubro.
As declarações ocorreram um dia depois de a CNRD conceder uma liminar que encerrou o vínculo entre Dodô e o Náutico. Com a decisão, o jogador ficou livre para concluir sua transferência ao Jeonbuk Hyundai Motors, da Coreia do Sul.
Ao abordar o caso, Bruno Becker afirmou que, diante do cenário criado durante as negociações, o Náutico poderia ter sido obrigado a rescindir o contrato do atleta sem justa causa caso a liminar não tivesse sido concedida. Segundo o presidente, essa alternativa representaria um custo elevado para os cofres do clube.
Durante a coletiva, Becker declarou que, apesar da insatisfação da diretoria com a condução do processo, a decisão tomada pelo jogador e por seus representantes acabou beneficiando financeiramente o Náutico.
"Talvez se a CNRD não tivesse concedido a liminar, o clube teria que tirar o atleta fazendo uma rescisão sem justa causa. Isso teria um custo enorme. Talvez o atleta e seus advogados, apesar de toda indignação e revolta pela postura, tenham feito um favor ao Náutico", afirmou o dirigente.
O meia Dodô obteve a rescisão do contrato por meio de uma decisão liminar da Câmara Nacional de Resolução de Disputas. A ação foi apresentada pelo Coimbra-MG, clube que detinha os direitos do atleta e o havia emprestado ao Náutico, em conjunto com o próprio jogador.
Com a decisão favorável, Dodô encerrou oficialmente seu vínculo com o clube pernambucano e ficou livre para acertar sua transferência ao Jeonbuk Hyundai Motors, equipe da Coreia do Sul.
Segundo as informações divulgadas, o atleta já tinha um acordo encaminhado com o clube asiático e iniciou os preparativos para viajar ao país nesta sexta-feira.
A disputa teve origem na cláusula de compra prevista no contrato de empréstimo firmado entre Náutico e Coimbra-MG.
O clube pernambucano informou anteriormente que exerceria a opção de compra definitiva do meia pelo valor de R$ 800 mil. O pagamento seria realizado em cinco parcelas, conforme previsto na negociação.
Durante a análise do processo, entretanto, a Câmara Nacional de Resolução de Disputas determinou que o Náutico apresentasse, no prazo de 24 horas, a comprovação do depósito referente ao valor da aquisição e também uma proposta formal de contrato destinada ao atleta.
Segundo a decisão divulgada pela CNRD, o clube não apresentou os documentos exigidos dentro do período estabelecido.
Com isso, a Câmara concedeu a liminar que encerrou o vínculo entre Dodô e o Náutico, permitindo que o jogador negociasse livremente sua ida para o futebol sul-coreano.
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