Levantamento realizado nas 26 capitais e no Distrito Federal mostra que a preferência musical dos recifenses segue um caminho diferente da média nacional.
19 de agosto de 2026 às 10:33 - Atualizado às 11:17
Marco Zero, principal cartão postal do Recife Foto: Sol Pulquério/PCR
Enquanto o sertanejo lidera a preferência musical no conjunto das capitais brasileiras, o gênero encontra bem menos ouvintes no Recife. A capital pernambucana aparece como a cidade com o menor consumo desse estilo musical entre todas as pesquisadas.
A conclusão faz parte da pesquisa Cultura nas Capitais, produzida pela consultoria JLeiva Cultura & Esporte. O estudo ouviu presencialmente 19,5 mil pessoas com 16 anos ou mais nas 26 capitais e no Distrito Federal.
No Recife, foram entrevistados 600 moradores de diferentes idades, classes sociais e regiões da cidade. O trabalho de campo foi realizado pelo Datafolha entre fevereiro e maio de 2024.
De acordo com o levantamento, apenas 15% dos participantes recifenses citaram o sertanejo entre os estilos que mais escutam. A proporção é menos da metade da média registrada nas capitais brasileiras, que chegou a 34%.
A pesquisa também reforça a ligação da cidade com ritmos que fazem parte de sua identidade cultural. O brega ficou na primeira posição entre os gêneros mais ouvidos pelos recifenses, com aproximadamente 33% das respostas.
Na sequência aparecem a Música Popular Brasileira (MPB), citada por 30% dos entrevistados, e a música gospel, com 24%. O pagode alcançou 20%, enquanto o forró foi mencionado por 18%.
O sertanejo, com 15%, ficou somente na quinta colocação. O cenário se diferencia do resultado nacional, no qual o gênero ocupa o primeiro lugar, à frente da MPB, do gospel, do rock e do pagode. Os entrevistados podiam mencionar mais de um estilo. Por isso, a soma dos percentuais supera 100%.
Além das preferências musicais, o Cultura nas Capitais investigou o acesso da população a livros, cinema, teatro, museus, bibliotecas, espetáculos de dança, circo, concertos, festivais, jogos eletrônicos e locais históricos.
O levantamento também examinou como fatores como renda, escolaridade, idade, gênero, raça e religião influenciam o acesso às atividades culturais.
No caso do Recife, os resultados específicos foram apresentados em abril de 2025, durante um encontro no Teatro Hermilo Borba Filho. O estudo apontou ainda a importância das festas populares para a cidade: entre os entrevistados que participaram dessas celebrações, o São João e o Carnaval foram os eventos mais citados.
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