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Cantor pernambucano Afroito encerra vaquinha de R$ 1 milhão após polêmica nas redes

A desistência foi anunciada pelo artista na quinta-feira, 30 de julho, em um vídeo publicado no Instagram. "Está gerando um pânico e um medo nas pessoas próximas", afirmou.

31 de julho de 2026 às 08:29   - Atualizado às 10:01

Cantor Afroito.

Cantor Afroito. Foto: Reprodução/Redes sociais

O cantor e compositor pernambucano Afroito decidiu encerrar a campanha de financiamento coletivo criada para arrecadar R$ 1 milhão. A iniciativa, lançada para ajudar na compra de um casarão no Recife e na regularização de uma dívida de aluguel, provocou intensa repercussão nas redes sociais e recebeu críticas pelo valor estabelecido como meta.

A desistência foi anunciada pelo artista na quinta-feira, 30 de julho, em um vídeo publicado no Instagram. Segundo Afroito, a proporção que a campanha tomou após viralizar acabou afetando pessoas próximas a ele e gerando uma onda de ataques que ultrapassou o objetivo inicial da iniciativa.

Cantor Afroito.

“Está gerando um pânico e um medo nas pessoas próximas. Muita gente está preocupada comigo. Por esses motivos e por outros, vou desistir do financiamento coletivo”, afirmou.

Campanha saiu do público habitual

Afroito explicou que a ideia inicial era direcionar a campanha principalmente aos próprios admiradores e oferecer recompensas aos apoiadores, como discos de vinil e ingressos para apresentações.

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O projeto, no entanto, ganhou alcance nacional e passou a ser comentado por pessoas que não acompanhavam anteriormente o trabalho do músico. Segundo ele, junto com mensagens de apoio também surgiram comentários que classificou como graves.

O cantor afirmou ainda ter identificado manifestações de xenofobia e racismo durante a repercussão do caso.

A campanha havia sido aberta em 20 de julho e tinha previsão de permanecer ativa por 50 dias. Em cerca de dez dias, foram arrecadados mais de R$ 9 mil, valor inferior a 1% da meta estabelecida.

Dívida de aluguel motivou iniciativa

Antes de anunciar o encerramento, Afroito havia explicado que escolheu morar no imóvel por considerá-lo adequado tanto para sua residência quanto para atividades relacionadas à carreira artística.

O aluguel custava R$ 5 mil mensais e, segundo o cantor, os pagamentos estavam atrasados havia seis meses devido à falta de previsão de novos shows. A dívida acumulada chegava a aproximadamente R$ 50 mil.

Da meta de R$ 1 milhão, cerca de R$ 800 mil seriam destinados à negociação para compra do casarão. O restante seria utilizado para despesas relacionadas à campanha, taxas, multas e regularização dos valores pendentes.

Afroito também defendeu o financiamento coletivo como uma ferramenta utilizada por artistas para viabilizar projetos e afirmou que a principal reação negativa ocorreu por causa do valor solicitado e da finalidade da arrecadação.

Artista comenta repercussão

Ao anunciar o fim da campanha, o pernambucano também comentou o impacto da exposição sobre sua carreira. Ele ironizou a grande atenção recebida durante a polêmica e disse esperar que o mesmo interesse apareça quando novos trabalhos musicais forem lançados.

Apesar da repercussão negativa, Afroito afirmou que pretende continuar recebendo o público em seus shows e destacou que diferentes opiniões fazem parte da exposição de quem trabalha como artista.

“Espero que, quando eu lançar música, também tenha esse interesse todo da imprensa”, declarou.

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