Tipos de azeite lado a lado, mostrando variações de cor e intensidade para diferentes usos. Foto: Freepik
A busca pelo melhor azeite ocupa espaço cada vez maior na rotina de quem tenta equilibrar sabor e saúde na cozinha. A variedade de rótulos nas prateleiras pode confundir, mas entender as diferenças entre extravirgem, virgem e refinado ajuda a fazer escolhas mais conscientes e adequadas ao uso diário. Especialistas em alimentação explicam que cada tipo passa por processos distintos e entrega características próprias de sabor, aroma e acidez, fatores que influenciam o desempenho na culinária.
O azeite extravirgem se destaca como o mais valorizado pelos consumidores. Ele nasce da primeira extração das azeitonas, sem adição de calor ou processos químicos. Essa etapa inicial preserva melhor os compostos naturais do fruto e mantém a acidez em níveis mais baixos. Por isso, o extravirgem se tornou o preferido para saladas, pratos frios e finalizações. O sabor mais intenso combina com legumes assados, massas, torradas e até mesmo com molhos simples, onde o aroma fresco consegue se sobressair com delicadeza.
O azeite virgem surge das extrações seguintes. Ele preserva boa parte das características do fruto, mas apresenta acidez um pouco maior e sabor menos marcante. Isso torna o virgem uma opção versátil para o dia a dia, já que mantém qualidade e funciona bem em preparações quentes mais leves. Muitas pessoas usam esse tipo em refogados rápidos, cozimentos curtos ou receitas em que o sabor suave do azeite ajuda, mas não precisa dominar o prato.
O refinado, por outro lado, passa por processos que corrigem defeitos naturais e deixam o sabor mais neutro. Esse perfil mais discreto favorece pratos feitos em temperaturas altas, como frituras e preparos que exigem contato prolongado com o fogo. Ele costuma ser mais acessível e se torna uma alternativa prática para quem deseja cozinhar sem desperdiçar um azeite mais aromático em situações em que o calor intenso poderia comprometer as características sensoriais.
Ao escolher um azeite no supermercado, muitos especialistas recomendam observar detalhes simples do rótulo. A data de envase indica frescor, fator importante porque o azeite perde qualidade com o tempo. A embalagem escura ajuda a proteger o óleo da luz. Informações sobre origem e tipo de extração também ajudam o consumidor a entender o que está levando para casa. Quando o produto apresenta certificações de procedência, isso reforça a confiabilidade do processo de produção.
Marcas tradicionais costumam aparecer entre as preferidas dos consumidores, especialmente em categorias de extravirgem. Produtos portugueses, espanhóis, gregos e italianos se destacam há anos, mas azeites produzidos no Brasil também ganharam reconhecimento. O país ampliou suas áreas de cultivo recentemente, principalmente no sul, e tem apresentado bons resultados em concursos internacionais.
Além dessas orientações, muitos chefs explicam que o azeite ideal depende do objetivo de cada preparo. Quem busca sabor intenso tende a preferir extravirgem de baixa acidez. Quem cozinha com frequência em altas temperaturas pode se beneficiar de opções refinadas, mais estáveis no fogo. Já quem alterna entre pratos frios e quentes encontra no azeite virgem uma alternativa equilibrada.
No uso cotidiano, o azeite consegue transformar receitas simples, como legumes salteados ou saladas do dia a dia. A escolha do tipo certo ajuda a destacar sabores e preserva melhor a qualidade do alimento. Mesmo pequenas mudanças, como variar entre extravirgem e virgem conforme a necessidade, criam experiências diferentes na cozinha.
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