Numeração segue critérios oficiais e revela a categoria, a direção e a posição aproximada de cada estrada no território brasileiro.
13 de agosto de 2026 às 16:42 - Atualizado às 17:50
BR-101, a rodovia federal mais famosa do Brasil. Foto: Reprodução
BR-101, BR-116, BR-232, BR-381. Os números encontrados nas placas das rodovias brasileiras podem parecer apenas códigos utilizados para diferenciar uma estrada da outra, mas existe uma lógica por trás de cada identificação.
Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), as rodovias federais recebem a sigla BR acompanhada de três algarismos. O primeiro número revela a categoria da estrada, enquanto os dois seguintes ajudam a indicar sua posição geográfica em relação a Brasília e aos limites do território brasileiro.
É justamente por isso que estradas localizadas em diferentes regiões apresentam numerações que seguem determinados padrões.
O sistema divide as rodovias federais em cinco categorias. As BR-0XX são chamadas de radiais. Elas partem de Brasília em direção a diferentes pontos do país. Um exemplo é a BR-040. Nesse grupo, a numeração varia de 05 a 95 e segue uma sequência estabelecida no sentido horário.
Já as BR-1XX são longitudinais, ou seja, apresentam orientação geral de norte para sul. É nessa categoria que aparecem rodovias conhecidas como BR-101, BR-116, BR-153 e BR-174.
As BR-2XX são transversais e seguem, de maneira geral, no sentido leste-oeste. Entre os exemplos estão BR-230, BR-262 e BR-290.
Quando o primeiro algarismo é 3, a rodovia pertence ao grupo das diagonais. Elas podem apresentar orientação noroeste-sudeste ou nordeste-sudoeste. BR-304, BR-364, BR-319 e BR-381 estão entre os exemplos apresentados pelo DNIT.
Por fim, as BR-4XX são rodovias de ligação. Elas podem seguir diferentes direções e geralmente conectam outras rodovias federais, cidades, pontos considerados importantes ou áreas de fronteira internacional.
A BR-101 ajuda a entender como o sistema funciona. O algarismo 1 mostra que ela é uma rodovia longitudinal. Já os dois últimos números estão relacionados à posição da estrada no território nacional.
Nas longitudinais, a referência varia de 00 no extremo leste do Brasil até 50 na altura do meridiano de Brasília. A partir da capital federal em direção ao oeste, a numeração avança de 50 até 99.
Assim, o “01” da BR-101 está ligado à localização bastante próxima do extremo leste do país, enquanto outras rodovias longitudinais situadas mais para o interior recebem números maiores.
O princípio muda de acordo com a categoria. Nas transversais, por exemplo, a numeração leva em consideração a posição ao norte ou ao sul do paralelo de Brasília. Nas diagonais, além da posição geográfica, a orientação da estrada também influencia o código.
A nomenclatura faz parte das definições estabelecidas pelo Plano Nacional de Viação e permite identificar rapidamente características gerais de uma rodovia apenas observando seu número.
Há ainda outra curiosidade: a quilometragem de uma BR não necessariamente continua de um estado para outro. Segundo o DNIT, quando uma rodovia entra em uma nova unidade da Federação, a contagem dos quilômetros normalmente começa novamente a partir do zero naquele estado.
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