Piscinas naturais, recifes afastados da costa e águas transparentes ajudam a transformar o destino em um dos cenários mais procurados do litoral.
13 de agosto de 2026 às 18:57 - Atualizado às 19:37
A praia é cercada de recifes gigantes em alto-mar. Foto: Reprodução

Águas claras, piscinas naturais formadas durante a maré baixa e um conjunto de recifes que se estende pelo mar transformaram Maracajaú em um dos destinos mais conhecidos do litoral do Rio Grande do Norte. A praia fica no município de Maxaranguape, no litoral norte potiguar, a cerca de 55 quilômetros de Natal.
O cenário rendeu ao destino o apelido de “Caribe Brasileiro”, expressão utilizada inclusive em documentos da Prefeitura de Maxaranguape ao destacar as belezas naturais do município.
Apesar da faixa de areia tranquila e do mar convidativo, a principal atração está alguns quilômetros mar adentro: os Parrachos de Maracajaú.

Os parrachos são formações recifais localizadas afastadas da praia. Documento do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) situa o conjunto a aproximadamente 5 quilômetros da costa e aponta uma formação com cerca de 9 quilômetros de extensão por 2 quilômetros de largura.
É principalmente na maré baixa que o cenário ganha uma de suas características mais procuradas pelos turistas. A redução do nível da água favorece a formação de piscinas naturais de águas mornas e transparentes, onde é possível observar parte da vida marinha.
Segundo a Empresa Potiguar de Promoção Turística (Emprotur), os passeios permitem atividades como mergulho com máscara e snorkel e também mergulho com cilindro. Peixes coloridos, polvos e moreias estão entre os animais citados pelo órgão como integrantes da fauna encontrada na região.
O acesso aos parrachos é feito por embarcações e está relacionado às condições da maré. Por isso, quem pretende incluir o passeio no roteiro deve consultar previamente os horários disponíveis junto a operadores autorizados.
Além de atração turística, o ambiente faz parte de uma unidade de conservação. A Área de Proteção Ambiental dos Recifes de Corais (APARC) foi criada pelo Governo do Rio Grande do Norte em 2001 e abrange ambientes marinhos nos municípios de Maxaranguape, Rio do Fogo e Touros. A finalidade é conciliar a conservação dos ecossistemas com o uso sustentável da região.
O turismo nos parrachos também é acompanhado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema). O órgão mantém ações de monitoramento da visitação e orientação tanto para turistas quanto para operadores que trabalham na área.
A preocupação tem motivo. Os recifes são ambientes sensíveis e a pressão de atividades como turismo e pesca está entre os impactos observados na região, segundo estudos de monitoramento da biodiversidade.
Quem prefere permanecer em terra também encontra outras possibilidades no entorno. O turismo potiguar inclui Maracajaú em roteiros associados a dunas, praias e passeios de buggy pelo litoral norte.
O destino ainda abriga o Museu dos Corais, instalado no Ecoposto do Idema. O espaço foi inaugurado em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e apresenta informações sobre os oceanos e a biodiversidade encontrada nos parrachos.
A combinação entre mar transparente, recifes, piscinas naturais e atividades de aventura ajuda a explicar por que Maracajaú se tornou uma das vitrines turísticas do estado. Em ações de promoção do Rio Grande do Norte dentro e fora do Brasil, o governo estadual frequentemente apresenta o mergulho nos Parrachos de Maracajaú entre as experiências representativas do turismo potiguar.
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