Nave Imap investigará a heliosfera, bolha que protege o sistema solar dos raios cósmicos. Créditos: Reprodução/Youtube/NASA
Ao redor do sistema solar, existe uma estrutura misteriosa chamada heliosfera, uma bolha gigante formada pelo vento solar que protege os planetas da radiação cósmica da Via Láctea. A Nasa lançou uma missão inovadora chamada Imap para mapear essa fronteira invisível, que começa a uma distância três vezes maior do que a distância entre a Terra e Plutão. A missão promete ampliar o conhecimento sobre essa proteção natural fundamental para a vida em nosso planeta e possível proteção em outros, como Marte.
Além do campo magnético terrestre, a heliosfera é uma barreira crucial que reduz a radiação cósmica prejudicial que atinge o sistema solar. Esse escudo natural foi importante para possibilitar a vida na Terra e pode ser uma pista para a existência de vida em outros mundos. Por isso, entender sua dinâmica é vital para a ciência e para futuras explorações espaciais.
O Imap será posicionado a cerca de 1,6 milhão de quilômetros da Terra, em órbita, para captar dados de partículas vindas do Sol e do espaço interestelar. Equipado com 10 instrumentos poderosos, ele vai registrar átomos neutros energéticos (ENAs), partículas formadas em processos em toda a heliosfera, permitindo criar imagens detalhadas da fronteira do sistema solar pela primeira vez com alta resolução, até 30 vezes maior do que as missões anteriores.
Missões anteriores como as sondas Voyager, que ultrapassaram a heliosfera em 2012 e 2018, forneceram dados limitados de dois pontos da borda solar. O satélite Ibex, lançado em 2008, já mapeia essa região, mas o Imap promete preencher lacunas com sua capacidade de imageamento avançado e em tempo real, provendo uma visão evolutiva do escudo protetor.
O lançamento do Imap foi realizado junto com outras duas missões dedicadas ao estudo do clima espacial: o Observatório Carruthers da Geocorona, que estuda a camada mais externa da atmosfera terrestre, e a missão SWFO-L1, que alerta sobre tempestades solares. Juntos, esses projetos vão melhorar a previsão de eventos solares que podem interferir em satélites, comunicações, energia e segurança de astronautas.
Tempestades solares liberam radiações intensas que, ao atingirem a Terra, podem causar danos a sistemas tecnológicos e riscos para a Estação Espacial Internacional. Com o Imap e as missões complementares, os cientistas esperam monitorar e prever melhor essas tempestades, antecipando seus efeitos e protegendo a infraestrutura terrestre e espacial.
O Observatório Carruthers vai focar na geocorona, uma tênue camada ultravioleta da exosfera que serve como transição entre a Terra e o espaço. Entender suas variações é essencial para avaliar os efeitos do clima espacial e o impacto de eventos solares que chegam ao nosso planeta.
A missão Imap examinará como o vento solar, um fluxo constante de partículas carregadas, se forma no Sol e interage com o meio interestelar na borda da heliosfera. Isso ajudará a entender a dinâmica dessa bolha protetora e seu papel no sistema solar.
Com um monitoramento mais detalhado dos fenômenos solares e da heliosfera, futuras missões espaciais poderão estar mais preparadas para enfrentar tempestades solares e outros riscos do espaço, especialmente para astronautas e equipamentos em órbita e além.
Segundo a Nasa, as missões lançadas entre elas o Imap representam um avanço crucial. Eles oferecerão uma visão sem precedentes do clima espacial e ajudarão a proteger a Terra e a exploração humana no cosmos, revelando segredos do escudo natural que envolve nosso sistema solar.
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