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Nasa descobre motivo pelo qual Marte perdeu toda a sua água

Pesquisas anteriores já tinham revelado que houve presença de água e vidas simples no local, mas o motivo pelo qual a água sumiu, impossibilitando a vida, ainda era um mistério.

Cami Cardoso

07 de julho de 2025 às 16:14   - Atualizado às 16:26

Nasa descobre motivo pelo qual Marte perdeu toda a sua água

Nasa descobre motivo pelo qual Marte perdeu toda a sua água Foto: Reprodução / Internet

A Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa) publicou um artigo revelando descoberta inédita sobre o motivo pelo qual Marte se tornou árido e sem vida. Pesquisas anteriores sobre o solo do planeta já tinham revelado que, bilhões de anos atrás, houve presença de água e vidas simples no local, como micróbios. Mas o motivo pelo qual a água sumiu, impossibilitando a vida, ainda era um mistério.

Segundo a agência norte-americana, novas descobertas mostram que uma pulverização catódica,  processo de choque entre partículas elétricas e a atmosfera, foi o principal fator que levou o planeta vermelho a perder sua água. O fenômeno se deu no início da sua história, há bilhões de anos atrás, quando a atividade do Sol era "muito mais forte".

"No início da história de Marte, sua atmosfera perdeu seu próximo campo magnético, ficando diretamente exposta ao vento e tempestades solares", explica a Nasa no artigo. "À medida que a atmosfera começou a se desgastar, a água líquida não era mais estável na superfície e começou a escapar em larga escala para o espaço."

Em outras palavras: os átomos presentes na atmosfera de Marte começaram a ser eliminados por conta do choque contra partículas de carga elétrica solares, algo parecido com o processo de erosão provocado pelo atrito do solo com o vento e a chuva.

"É como fazer um salto de bola de canhão em uma piscina", diz Shannon Curry, pesquisador principal da Maven no Laboratório de Física Atmosférica e Espacial da Universidade do Colorado, em Boulder, Estados Unidos, e principal autor do estudo.

"A bala de canhão, nesse caso, são os íons pesados que se chocam com a atmosfera muito rapidamente e espalham átomos e moléculas neutras", afirma.

A descoberta vem após dez anos do início da missão Maven, uma das dedicadas a explorar o planeta Marte, em uma parceria entre a Nasa e a Universidade do Colorado. A missão continua ativa.

Processo foi observado diretamente

Conforme a publicação da Nasa, embora os cientistas já tivessem encontrado evidências de que esse processo de pulverização catódica estava ocorrendo, eles nunca tinham o observado diretamente.

"É como se tivéssemos encontrado as cinzas de uma fogueira. Mas queríamos ver o fogo - nesse caso, a pulverização catódica - diretamente", disse Curry.

A evidência anterior de que se tratava de um caso de pulverização catódica veio da observação de isótopos de argônio de diferentes pesos na atmosfera superior de Marte.

"Os isótopos mais leves ficam mais para cima na atmosfera do que seus equivalentes mais pesados. E havia muito menos isótopos de argônio mais leves do que mais pesados na atmosfera marciana. Ou seja, esses isótopos mais leves só podiam estar sendo removidos por pulverização catódica", afirma a Nasa.

Depois, para observar o fenômeno diretamente, a equipe fez medições simultâneas no "lugar certo e na hora certa" usando três instrumentos a bordo da e espaçonave Maven: um analisador de íons do vento solar, um magnetômetro e um espectrômetro de massa de gás neutro e íons.

"Além disso, a equipe precisava de medições no lado diurno e noturno do planeta em baixas altitudes, o que leva anos para ser observado", diz o artigo. "A combinação dos dados desses instrumentos permitiu que os cientistas fizessem um novo tipo de mapa do argônio pulverizado em relação ao vento solar."

Por fim, o mapa revelou a presença de argônio em grandes altitudes nos locais exatos em que as partículas energéticas se chocaram contra a atmosfera e espalharam o argônio, mostrando a pulverização em tempo real.

Os pesquisadores também descobriram que esse processo está ocorrendo de maneira quatro vezes maior do que a prevista anteriormente e que aumenta durante as tempestades solares. Os resultados do estudo foram publicados esta semana na revista Science Advances.

Estadão Conteúdo.

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