Morango do Amor. Foto: Reprodução/ Redes Sociais.
O doce do momento não é novidade, mas ganhou uma nova roupagem e um nome que evoca romantismo, memória afetiva e apelo visual. O “morango do amor” surgiu como uma releitura da clássica maçã do amor, mas tomou proporções impressionantes ao se tornar febre nas redes sociais.
A combinação de morango fresco, brigadeiro cremoso e uma crosta brilhante de caramelo vermelho transformou esse doce em um verdadeiro fenômeno que está movimentando o mercado de confeitaria em todo o Brasil.
Desde o início de julho, o termo “morango do amor” começou a despontar nas buscas do Google Trends. No TikTok e Instagram, vídeos com receitas, reações e bastidores de produção se espalharam rapidamente. Confeiteiras relatam filas nas lojas, vendas esgotadas em minutos e uma procura tão intensa que forçou a reorganização dos dias de atendimento.
O sucesso do morango do amor passa por fatores que vão além do sabor. A aparência impactante, com o brilho do caramelo vermelho refletido sobre a fruta, cria um efeito irresistível para fotos e vídeos. O doce se tornou altamente “instagramável” e caiu no gosto do público que valoriza experiências sensoriais completas, que misturam paladar e estética.
A memória afetiva também desempenha um papel importante. A versão tradicional, feita com maçã, sempre esteve presente em festas juninas e circos. A troca da maçã pelo morango, aliado ao toque gourmet do leite Ninho no brigadeiro, conquistou até os mais exigentes. É uma atualização que conversa com a infância, mas ao mesmo tempo apresenta sofisticação e praticidade.
Apesar do valor elevado para um doce unitário, que pode variar entre R$ 10 e R$ 25, o público continua comprando, e pagando até mais. Em Vila Velha, no Espírito Santo, a confeiteira Millena Moreira relatou um caso que chamou atenção nas redes: um cliente desembolsou R$ 50 por um único morango do amor para conseguir furar a fila.
“Cheguei a ter fila com senha na porta da loja, e o produto não ia durar até o fim da fila. Esse cliente ofereceu R$ 50 para alguém ceder o lugar. Ele queria garantir o doce de qualquer forma”, relatou Millena em vídeo publicado no Instagram.
A demanda foi tão intensa que Millena decidiu fechar sua loja nas segundas e terças-feiras para focar exclusivamente na produção.
“É como se fosse uma segunda Páscoa para nós, confeiteiras. Nunca vi nada parecido”, afirmou.
Diversas profissionais do setor estão aproveitando a onda para criar variações do morango do amor. Algumas apostam em recheios com Nutella, outras inovam com coberturas de chocolate branco, granulado ou castanhas. A proposta é manter a estrutura básica, morango, brigadeiro e crosta de caramelo, mas permitir combinações personalizadas para agradar diferentes gostos.
O produto virou uma vitrine para o talento e a criatividade das confeiteiras artesanais, que passaram a divulgar seus doces por meio de vídeos curtos nas redes sociais. Os algoritmos amplificaram o alcance, e a viralização trouxe visibilidade e lucro quase instantâneos para muitas empreendedoras.
A viralização do morango do amor também escancara o impacto do marketing digital na gastronomia. Ao usar vídeos bem produzidos e narrativas envolventes, confeiteiras transformaram seus produtos em desejos quase imediatos. Mostrar os bastidores da produção, o som da mordida e a textura do caramelo viraram armas poderosas para atrair clientes.
A escassez programada, com número limitado de unidades e vendas em horários restritos, também cria senso de urgência. Muitos clientes relatam a frustração de não conseguir comprar e retornam nos dias seguintes para tentar novamente. A dinâmica, semelhante à de produtos de luxo, estimula o consumo rápido e impulsivo.
Especialistas do setor de alimentos já apontam que o morango do amor pode ser a grande aposta para datas comemorativas. Há expectativa de que confeiteiras adaptem a receita para o Dia dos Namorados, Natal e até Páscoa. A base versátil do doce permite que ele ganhe novas cores, embalagens e apresentações, mantendo o sabor e o apelo visual.
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