Metanol tem uso industrial e pode causar intoxicação grave e até morte quando ingerido, mas ainda é usado ilegalmente na falsificação de bebidas alcoólicas
Metanol. Freepik
O metanol é um tipo de álcool, semelhante ao etanol — substância presente nas bebidas alcoólicas —, mas com uma diferença crucial: ele é altamente tóxico para o corpo humano. Também conhecido como álcool metílico, o metanol é um líquido incolor e inflamável, com um leve odor semelhante ao do etanol. Mesmo em pequenas quantidades, pode causar sérios danos à saúde.
Na indústria, o metanol tem funções legítimas e importantes. Ele é usado como solvente em laboratórios, combustível em motores específicos, matéria-prima na produção de plásticos e tintas e também em produtos de limpeza. Nessas aplicações, o manuseio ocorre em ambientes controlados, seguindo normas de segurança. No entanto, seu uso fora dessas condições representa um grande risco.
A toxicidade do metanol está relacionada à forma como o corpo o metaboliza. Quando ingerido, o fígado transforma o metanol em formaldeído e ácido fórmico, substâncias extremamente tóxicas que podem causar cegueira, danos neurológicos e até morte. Por isso, ele não pode ser consumido e é totalmente proibido em bebidas.
Apesar disso, criminosos utilizam o metanol para adulterar bebidas alcoólicas, principalmente em produtos clandestinos vendidos sem fiscalização. Essa prática ilegal ocorre porque o metanol é mais barato que o etanol e pode ser usado para aumentar o volume de bebidas falsificadas, como cachaças e vodcas. Essa adulteração busca lucro fácil, mas coloca em risco a saúde de quem consome.
Os sintomas da intoxicação podem surgir algumas horas após a ingestão e incluem dor de cabeça intensa, tontura, náusea, confusão mental, visão turva e, em casos mais graves, coma e morte. Mesmo o atendimento médico imediato nem sempre consegue reverter totalmente os danos.
As autoridades de saúde alertam que o único álcool seguro para consumo humano é o etanol presente nas bebidas fabricadas de forma regulamentada. Produtos clandestinos ou vendidos a preços muito baixos devem acender um sinal de alerta no consumidor. A recomendação é sempre comprar bebidas de fontes confiáveis, verificar lacres, rótulos e selos fiscais e desconfiar de cheiro ou sabor diferentes do habitual.
O consumo acidental de metanol exige atendimento médico imediato. O tratamento pode incluir o uso de medicamentos específicos, que competem com o metanol no metabolismo e ajudam a reduzir os danos. Quanto mais rápido o socorro, maiores são as chances de sobrevivência.
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