Sete muriquis-do-norte foram soltos perto do Parque Estadual do Ibitipoca e continuarão acompanhados por GPS, drones termais e pesquisadores.
20 de agosto de 2026 às 15:46 - Atualizado às 16:28
O muriqui-do-norte é exclusivo da Mata Atlântica com cerca de mil indivíduos na natureza. Foto: Muriqui House/Divulgação
Sete muriquis-do-norte começaram uma nova etapa de vida em liberdade na Mata Atlântica após passarem sete anos sob cuidados e preparação. Os animais foram soltos na Mata da Boa Vista, área preservada do Ibiti Projeto situada no entorno do Parque Estadual do Ibitipoca, em Minas Gerais.
A operação representa um avanço na tentativa de recuperar a população do maior primata das Américas, espécie classificada como criticamente ameaçada de extinção. Antes da soltura, os muriquis foram levados para uma estrutura construída ao lado da floresta, onde permaneceram durante a última noite.
Por volta das 6h, a porta do recinto foi aberta. Sem a presença próxima dos pesquisadores, os animais atravessaram uma passarela de madeira e seguiram em direção à mata. O momento foi acompanhado à distância e registrado por câmeras e drones.
Os primatas faziam parte da Muriqui House, espaço dedicado ao resgate, à reabilitação e à formação de grupos socialmente estáveis. Durante o período de manejo, os pesquisadores trabalharam para que animais encontrados isolados recuperassem comportamentos necessários à sobrevivência em liberdade.
O esforço é considerado inédito pela complexidade de formar e devolver um grupo inteiro à floresta. Muriquis são animais altamente sociáveis e podem encontrar dificuldades quando passam longos períodos separados de outros indivíduos da espécie.
Uma semana antes, outros três muriquis vindos de Peçanha, no Leste mineiro, haviam sido reintroduzidos na mesma região. A população de origem vivia em um fragmento florestal isolado e vinha diminuindo ao longo dos últimos anos.
A expectativa dos pesquisadores é que os grupos se encontrem, reproduzam-se e formem uma população com maior diversidade genética. Essa combinação pode aumentar as chances de sobrevivência da espécie no longo prazo.
A liberdade não encerra o trabalho das equipes. Os animais serão acompanhados por colares com GPS, drones equipados com câmeras térmicas e observações realizadas diretamente na floresta.
Além de revelar como os muriquis se adaptam ao novo território, os dados poderão orientar futuras ações de conservação. A espécie também desempenha uma função importante na regeneração da Mata Atlântica, pois espalha sementes ao se alimentar de frutos.
1
17:41, 20 Ago
27
°c
Fonte: OpenWeather
Sonda MMX pretende pousar em Fobos, recolher amostras e trazê-las à Terra por volta de 2031 para investigar a origem das luas marcianas.
Fenômeno acontece na madrugada de 28 de agosto e poderá ser acompanhado sem equipamentos especiais, dependendo das condições do céu
Quando voltou à escola dona Iracema surpreendeu pela facilidade com a leitura, a escrita e os cálculos.
mais notícias
+