Irmãos Joesley e Wesley Batista Foto: Divulgação
Com um patrimônio estimado em R$ 50 bilhões, os irmãos Joesley e Wesley Batista consolidaram uma trajetória que transformou um pequeno açougue em Anápolis, Goiás, na maior produtora de carne do planeta, ao mesmo tempo em que construíram um conglomerado diversificado sob a holding J&F.
Hoje, os irmãos controlam mais de 50 marcas distribuídas entre alimentos, serviços financeiros, energia e celulose, incluindo nomes conhecidos como Seara, Friboi, Doriana, Swift, PicPay e Banco Original, além de ativos estratégicos em energia e papel, como a Eldorado e Âmbar.
A história começou em 1953, quando José Batista Sobrinho, conhecido como Zé Mineiro, abriu um açougue em Anápolis. Décadas depois, os filhos Joesley e Wesley transformaram a operação em um negócio global, com listagem da JBS na B3 e, recentemente, na Bolsa de Nova York, elevando a exposição internacional do grupo e ampliando sua capacidade de captação de recursos.
Segundo o ranking da Forbes de 2025, os irmãos ocupam a 17ª posição entre os mais ricos do Brasil, com cerca de R$ 25 bilhões cada. Esse crescimento não se deve apenas à produção de carne, mas à integração de múltiplos setores, combinando receita, diversificação e presença internacional.
A J&F, holding da família, consolidou oito grandes negócios, incluindo alimentos, serviços financeiros, energia, celulose e bens de consumo. Essa diversificação funciona como escudo e alavanca, permitindo ao grupo reduzir riscos de dependência de um único ciclo econômico e aumentar seu poder de negociação.
Além disso, a reorganização societária da J&F e a recompra integral da Eldorado reforçam a leitura de que o conglomerado está preparando uma etapa de financiamento e expansão global, transformando a estrutura familiar em um modelo corporativo sofisticado e institucionalizado.
A trajetória do grupo também passou por crises institucionais, incluindo a delação premiada na Lava Jato e investigações na CVM. Apesar dos episódios, a reorganização estratégica e a formalização da governança permitiram que a J&F mantivesse o crescimento e aumentasse a resiliência corporativa frente a desafios legais e reputacionais.
Hoje, o grupo exemplifica como negócios familiares podem combinar escala, eficiência e governança para manter influência global sem perder capacidade de geração de valor.
O império dos irmãos Batista levanta questões sobre o impacto de conglomerados familiares tão diversificados: eles aumentam a estabilidade da economia real ou concentram poder demais em poucos grupos? Entre eficiência, influência e governança, a próxima fase do grupo provavelmente seguirá equilibrando crescimento industrial e sofisticada gestão financeira, com olhar voltado para mercados nacionais e internacionais.
A passagem de um açougue de Goiás para um portfólio global com mais de 50 marcas demonstra uma transformação rara em velocidade e amplitude, colocando os Irmãos Batista como protagonistas no cenário econômico brasileiro e mundial.
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