Igreja de Lúcifer Foto: Divulgação
A primeira “Igreja” de Lúcifer do Rio Grande do Sul foi inaugurada em Porto Alegre na última quinta-feira (2), data que coincidiu com a véspera da Sexta-feira Santa. O templo é liderado por Lukas de Bará da Rua, representante da "Nova Ordem de Lúcifer na Terra", que justificou a abertura na capital gaúcha devido à crescente demanda de praticantes do satanismo e do ocultismo no estado.
A inauguração ocorreu após uma tentativa anterior de Lukas ser barrada pela Justiça em 2024, na cidade de Gravataí. Na ocasião, o santuário que contava com uma estátua de 5 metros foi impedido de funcionar por falta de alvará e forte pressão popular. Em Porto Alegre, o novo espaço apresenta uma estética em tons de vermelho e preto, decorado com estátuas e pentagramas, mantendo seu endereço exato sob sigilo, acessível apenas a convidados e iniciados.
A decisão de realizar a cerimônia de abertura na véspera da Sexta-feira Santa não foi aleatória. Segundo Lukas, o período entre a quinta e a sexta-feira do feriado cristão representaria a abertura de um "portal energético" favorável a pactuações, alianças e rituais ocultistas.
"Isso traz muito mais energia aos trabalhos. Vamos fazer muitas pactuações e alianças. Vamos receber os donos dessa igreja", alegou o fundador durante o período de preparação.
A apropriação do termo "Igreja" também gerou debates, repetindo o fenômeno ocorrido em janeiro de 2025 com a abertura da "Igreja da Pombagira" na capital. Críticos e acadêmicos apontam que o uso do termo, tradicionalmente restrito às organizações eclesiásticas cristãs, é uma forma de provocação ou tentativa de desmistificar a imagem negativa atribuída a essas figuras pelo cristianismo.
A notícia da inauguração gerou uma onda de condenação nas redes sociais, com internautas citando passagens bíblicas e alertando para o que chamam de "tempos de iniquidade". No meio acadêmico e religioso, a figura de Lúcifer é o ponto central da divergência:
Para os praticantes do templo: Lúcifer é visto como o "portador da luz" e do autoconhecimento, uma divindade que teria sido demonizada pela Igreja Católica.
Para o Cristianismo: A Bíblia (em passagens como Isaías 14:12-15) descreve Lúcifer como o anjo caído que desejou ser igual a Deus e foi lançado ao abismo.
Líderes evangélicos, como o pastor João Antônio de Souza Filho, minimizaram o impacto real da instituição sobre a fé cristã. Para o pastor, a visibilidade de templos satânicos deve servir como um incentivo para que a Igreja busque mais a Deus através da oração e do jejum.
"Isso vai deixar a Igreja mais forte, mais dinâmica e mais guerreira. Não vai afetar em nada a Igreja; é apenas mais uma presença dele no estado, o que nos levará a buscar mais o poder de Deus", declarou o líder em vídeo publicado no Instagram.
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