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Empresa chinesa apresenta robô com útero artificial capaz de gerar fetos por 10 meses

A proposta da empresa é criar uma solução alternativa para pessoas que enfrentam infertilidade ou desejam evitar os altos custos e desafios físicos de uma gravidez tradicional.

Isabella Lopes

19 de agosto de 2025 às 18:06   - Atualizado às 18:07

Feto em Robô.

Feto em Robô. Foto: Reprodução/Internet

A empresa chinesa Kaiwa Technology, com sede em Guangzhou, apresentou um protótipo que tem gerado grande repercussão no mundo da tecnologia e da medicina. Durante a Conferência Mundial de Robôs de 2025, realizada em Pequim, a companhia revelou o projeto de um androide com útero artificial, desenvolvido para simular a gestação humana por um período completo de 10 meses.

A proposta da empresa é criar uma solução alternativa para pessoas que enfrentam infertilidade ou desejam evitar os altos custos e desafios físicos de uma gravidez tradicional. O equipamento ainda está em fase de testes, mas a expectativa é que um protótipo funcional seja lançado até 2026.

Embrião se desenvolve em líquido amniótico artificial

Segundo a Kaiwa, o funcionamento do útero artificial acontece por meio de um sistema complexo de simulação biológica. O embrião fica imerso em um líquido amniótico artificial, desenvolvido para reproduzir as condições do útero humano. Esse líquido protege e nutre o feto, enquanto tubos conectados ao androide fazem o papel da placenta, garantindo o fornecimento constante de oxigênio e nutrientes.

O sistema também possui sensores e mecanismos de monitoramento que acompanham, em tempo real, o desenvolvimento do feto. Esses dados podem ser acessados por meio de um aplicativo, permitindo que os responsáveis acompanhem toda a gestação à distância.

Androide poderá interagir com humanos durante a gestação

A próxima etapa do projeto prevê a incorporação do sistema a um corpo humanoide. Esse avanço permitiria que o robô interagisse com pessoas enquanto "carrega" o feto. A ideia é que o androide possa simular comportamentos humanos e criar um ambiente afetivo para a criança em formação.

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A empresa revelou que o modelo deverá custar menos de 100 mil yuans, cerca de US$ 14 mil, tornando-se, segundo seus representantes, uma alternativa mais acessível frente aos custos de tratamentos tradicionais de fertilização ou à contratação de barrigas de aluguel em países onde isso é permitido.

Especialistas questionam segurança e ética da tecnologia

Apesar da apresentação futurista e da promessa de inovação, o projeto da Kaiwa Technology também gerou críticas de especialistas em saúde, bioética e psicologia. Muitos profissionais questionam se a tecnologia conseguirá simular aspectos fundamentais da gestação natural.

Entre os pontos levantados estão a complexidade das interações hormonais entre mãe e feto, o papel do sistema imunológico no desenvolvimento do bebê e, principalmente, a construção do vínculo afetivo durante a gravidez. Segundo especialistas, esses fatores vão além da nutrição física e envolvem conexões emocionais e biológicas que ainda são pouco compreendidas pela ciência.

Outros alertam para os riscos de tentar substituir o processo natural sem evidências suficientes de segurança e eficácia. A ausência de estudos clínicos em humanos também levanta preocupações sobre os impactos a longo prazo para crianças geradas dessa forma.

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