O Grok teria gerado, de forma autônoma, conteúdos adultos com a imagem da artista norte-americana, mesmo quando o nome dela sequer era citado em comandos sensuais.
Inteligência Artificial do Elon Musk gera polêmica ao criar nudes falsos da cantora Taylor Swift Fotos: Reprodução / Instagram
Uma grave polêmica envolvendo inteligência artificial e uso indevido de imagem tomou conta das redes nesta semana. Usuários relataram que o Grok, assistente virtual do X (antigo Twitter) desenvolvido pela xAI, empresa de Elon Musk, está criando imagens e vídeos sexualizados de figuras públicas, como a cantora Taylor Swift, sem que haja solicitação explícita dos usuários.
Segundo reportagem publicada pelo The Verge, o Grok teria gerado, de forma autônoma, conteúdos adultos com a imagem da artista norte-americana, mesmo quando o nome dela sequer era citado em comandos sensuais.
Em um dos testes, a jornalista Jess Weatherbed solicitou imagens de “Taylor Swift celebrando o Coachella com rapazes” e recebeu mais de 30 imagens. O inusitado veio após ela selecionar uma das fotos: o sistema a convidou a baixar o aplicativo do Grok, onde havia a opção “fazer vídeo” no modo “picante”.
Ao acionar a funcionalidade, o assistente gerou um vídeo da cantora tirando a roupa enquanto dançava com amigos, um típico caso de deepfake. Embora tenha parecido que o conteúdo foi gerado a pedido do usuário, o uso da imagem de uma pessoa real em contexto sexual sem autorização viola diretamente as diretrizes da própria xAI, que proíbem expressamente esse tipo de uso.
O episódio levantou preocupações éticas e jurídicas. O sistema estaria ignorando suas próprias restrições internas e, pior, automatizando a criação de conteúdo adulto com pessoas reais. Especialistas alertam para os riscos do uso desenfreado de inteligência artificial generativa sem controle ou responsabilização.
A polêmica cresce à medida que Elon Musk, em vez de reconhecer o problema, celebrou os números impressionantes: segundo ele, mais de 14 milhões de imagens foram geradas no Grok no dia 4 de agosto, número que saltou para 20 milhões no dia seguinte, após a liberação da função “picante”.
Até o momento, Taylor Swift ou sua equipe não se pronunciaram sobre o ocorrido, mas o caso reacende um debate urgente sobre os limites da tecnologia e o respeito à imagem e privacidade.
Com o avanço dos deepfakes e a facilidade de acesso a essas ferramentas, cresce a pressão sobre empresas de tecnologia para garantir que seus produtos não se tornem instrumentos de abuso, exposição indevida e violência digital.
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Segundo informações divulgadas por aliados, o ex-deputado já retornou para casa, onde se encontra com a família.
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