Coordenado pelo FBI, o grupo de trabalho monitorava possíveis ameaças terroristas, episódios envolvendo torcedores violentos, riscos contra jogadores e outras ocorrências.
08 de agosto de 2026 às 11:45 - Atualizado às 11:54
Lionel Messi, atacante da Argentina. Foto: Divulgação/FIFA
O craque Lionel Messi teria sido alvo de ameaças graves durante a Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, Canadá e México. As informações constam de um relatório de segurança obtido pelo jornal espanhol Información.
Segundo a publicação, o documento foi elaborado no âmbito do Centro de Cooperação Policial Internacional (IPCC), estrutura que reuniu autoridades americanas e representantes de países participantes do Mundial para acompanhar riscos relacionados à segurança durante a competição.
O grupo, coordenado pelo FBI, monitorava possíveis ameaças terroristas, episódios envolvendo torcedores violentos, riscos contra jogadores e outras ocorrências capazes de comprometer a realização das partidas.
De acordo com o Información, uma das situações mais graves ocorreu antes do confronto entre Argentina e Jordânia, ainda na fase de grupos.
Um homem teria comunicado, ao chegar ao aeroporto de Dallas, que pretendia seguir com outros suspeitos até o estádio onde a seleção argentina jogaria. Conforme o relatório citado pelo jornal espanhol, o grupo mencionou o uso de bombas caseiras e de um rifle semiautomático AR-15.
A ameaça também faria referência a policiais e jogadores das duas seleções. Messi, porém, teria recebido uma menção específica no comunicado atribuído ao suspeito.
Outro episódio teria ocorrido antes da partida entre Argentina e Egito, disputada em 7 de julho, em Atlanta. Segundo as informações divulgadas com base no relatório, um usuário da rede social X publicou uma mensagem afirmando que entraria no estádio com explosivos presos ao corpo e atacaria Messi.
Na mesma partida, as autoridades americanas receberam uma segunda denúncia indicando a suposta existência de três bombas escondidas nas proximidades do estádio.
Equipes especializadas em explosivos, acompanhadas por cães farejadores, realizaram uma varredura no local. Nenhum artefato foi encontrado, conforme relatado pela imprensa que teve acesso aos documentos.
O nome de Cristiano Ronaldo também aparece entre os episódios monitorados durante o Mundial, embora as informações divulgadas não indiquem uma ameaça terrorista direta contra o português.
De acordo com o relatório citado pelo Información, a Fifa informou às autoridades americanas que um homem buscava detalhes sobre o hotel onde a seleção de Portugal estava hospedada.
A polícia de Houston teria identificado e detido o suspeito dois dias depois, já nas dependências do estabelecimento. Outro episódio semelhante foi registrado no Canadá. Segundo a reportagem, um homem tentou se aproximar de Ronaldo em um elevador e acabou detido. Ele teria informado às autoridades que pretendia apenas tirar uma fotografia com o jogador.
Os documentos também relatam ameaças contra integrantes da arbitragem. O francês François Letexier, responsável por uma partida entre Argentina e Egito, teria recebido cerca de 6 mil mensagens ameaçadoras em seu WhatsApp pessoal após uma atuação que provocou polêmica.
O assistente de vídeo Willy Delajod também teria sido alvo de ameaças de morte. Ainda segundo os relatos publicados a partir dos documentos, as autoridades reforçaram a segurança nas residências dos árbitros e providenciaram acompanhamento policial.
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