Miguel Arráes e Eduardo Campos Foto: Divulgação/PSB
Nesta quinta-feira, 13 de agosto de 2026, completam-se 12 anos da morte de Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco e candidato à Presidência da República em 2014. A data também marca uma coincidência na história da família: seu avô, Miguel Arraes, morreu exatamente no mesmo dia, nove anos antes.
Arraes morreu em 13 de agosto de 2005, aos 88 anos. Eduardo Campos morreu em 13 de agosto de 2014, aos 49 anos, após a queda do avião em que viajava durante a campanha presidencial, em Santos, no litoral de São Paulo.
A diferença entre as duas mortes é, portanto, de exatamente nove anos. A coincidência fez com que o dia 13 de agosto passasse a aparecer duas vezes na história política da família.
Miguel Arraes de Alencar foi uma das principais figuras políticas de Pernambuco. Nascido no Ceará, construiu sua carreira no Estado e ocupou cargos como prefeito do Recife, deputado estadual, deputado federal e governador de Pernambuco.
Arraes comandou o Governo de Pernambuco em três períodos. Sua trajetória atravessou diferentes momentos da política brasileira e teve forte influência sobre a vida pública pernambucana.
Ele morreu no Recife, em 13 de agosto de 2005, aos 88 anos.
Naquele momento, Eduardo Campos já tinha uma trajetória política própria, mas a relação entre os dois ultrapassava o vínculo familiar.
Em 13 de agosto de 2014, nove anos após a morte do avô, Eduardo Campos morreu na queda de uma aeronave em Santos.
Aos 49 anos, ele estava em campanha para a Presidência da República pelo PSB. O avião transportava Campos e integrantes de sua equipe e caiu em uma área residencial da cidade paulista.
As sete pessoas que estavam a bordo morreram no acidente.
Entre as vítimas estavam os pilotos Geraldo da Cunha e Marcos Martins, além do assessor de imprensa Carlos Augusto Leal Filho, conhecido como Percol, do fotógrafo Alexandre Severo, do cinegrafista Marcelo Lyra e do assessor de campanha Pedro Valadares Neto.
A ligação entre Miguel Arraes e Eduardo Campos também foi política.
Eduardo começou sua carreira pública ainda jovem e teve no avô uma das principais referências de sua formação política. Ao longo dos anos, porém, construiu sua própria trajetória e ocupou diferentes cargos.
Foi deputado estadual, deputado federal e ministro da Ciência e Tecnologia antes de chegar ao Governo de Pernambuco.
Eduardo Campos foi eleito governador pela primeira vez em 2006 e reeleito em 2010. Em 2014, deixou o cargo para disputar a Presidência da República.
Quando ocorreu o acidente, Eduardo Campos estava no início da disputa presidencial daquele ano.
A chapa do PSB tinha Marina Silva como candidata a vice-presidente. Campos vinha realizando compromissos de campanha em diferentes estados e havia participado de entrevistas e atividades eleitorais nos dias anteriores à tragédia.
A queda do avião ocorreu na manhã de 13 de agosto de 2014, em Santos.
A investigação do acidente foi conduzida pelas autoridades responsáveis pela segurança e investigação aeronáutica. O relatório do CENIPA apontou fatores relacionados às condições meteorológicas, à condução do voo e à desorientação espacial dos pilotos.
A sequência das datas é objetiva:
Entre as duas mortes, há exatamente nove anos.
A coincidência ganha ainda mais destaque pela relação entre os dois políticos. Miguel Arraes foi avô e uma importante referência na formação política de Eduardo Campos, que posteriormente ocupou o Governo de Pernambuco e chegou à disputa pela Presidência da República.
A data de 13 de agosto de 2026 marca, portanto, mais um aniversário da morte de Eduardo Campos. São 12 anos desde o acidente que interrompeu sua trajetória aos 49 anos.
No mesmo dia, também se completam 21 anos da morte de Miguel Arraes.
Os dois acontecimentos separados por nove anos permanecem registrados na história política de Pernambuco e ligados por uma coincidência de calendário: Miguel Arraes morreu em 13 de agosto de 2005 e Eduardo Campos morreu em 13 de agosto de 2014.
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