Velório de Eduardo Campos no Palacio do Governo de Pernambuco Foto: Agência Brasil
Nesta quinta-feira (13), completam-se 12 anos da morte de Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco e candidato à Presidência da República pelo PSB em 2014. O político tinha 49 anos quando morreu na queda de uma aeronave em Santos, no litoral de São Paulo.
O acidente aconteceu na manhã de 13 de agosto de 2014, durante a campanha presidencial. Eduardo Campos viajava em um jato particular acompanhado por integrantes de sua equipe. A aeronave caiu em uma área residencial do bairro Boqueirão, em Santos.
Nenhuma das sete pessoas que estavam a bordo sobreviveu.
Além de Eduardo Campos, morreram no acidente os pilotos Geraldo da Cunha e Marcos Martins.
Também estavam na aeronave o assessor de imprensa Carlos Augusto Leal Filho, conhecido como Percol, o fotógrafo Alexandre Severo, o cinegrafista Marcelo Lyra e o assessor de campanha Pedro Valadares Neto.
A queda ocorreu em uma região urbana e mobilizou equipes de emergência, autoridades e órgãos responsáveis pela investigação do acidente.
Na época do acidente, Eduardo Campos concorria à Presidência da República pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB). A chapa tinha Marina Silva como candidata a vice-presidente.
Campos havia deixado o Governo de Pernambuco meses antes para disputar a eleição nacional. A campanha estava em andamento quando ocorreu o acidente.
Na véspera da queda, o então candidato havia cumprido compromissos no Rio de Janeiro e participado de entrevistas relacionadas à disputa presidencial.
Na manhã seguinte, embarcou com sua equipe para compromissos no litoral de São Paulo.
Nascido no Recife, Eduardo Campos iniciou sua carreira política ainda jovem e ocupou diferentes cargos públicos.
Foi deputado estadual, deputado federal, secretário estadual da Fazenda e ministro da Ciência e Tecnologia durante o primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Em 2007, assumiu o Governo de Pernambuco. Em 2010, foi reeleito para um segundo mandato.
Durante sua passagem pelo Executivo estadual, permaneceu à frente do governo até abril de 2014, quando deixou o cargo para disputar a Presidência da República.
Eduardo Campos era neto do ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes, uma das principais figuras políticas da história do Estado.
Após a queda da aeronave, órgãos de investigação iniciaram os trabalhos para determinar as circunstâncias do acidente.
O caso envolveu análises das condições meteorológicas, dos procedimentos realizados durante o voo, dos equipamentos da aeronave e dos dados disponíveis para os investigadores.
O relatório produzido pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) reuniu informações sobre a operação da aeronave e os fatores relacionados ao acidente.
A investigação aeronáutica tem como objetivo identificar fatores que contribuíram para a ocorrência e produzir recomendações para a prevenção de novos acidentes.
Após a identificação e liberação dos corpos, o corpo de Eduardo Campos foi levado para Pernambuco.
O velório aconteceu no Palácio do Campo das Princesas, sede do Governo de Pernambuco, no Recife.
A cerimônia reuniu familiares, integrantes da equipe política, autoridades e pessoas que acompanharam a carreira do ex-governador.
O sepultamento ocorreu em 17 de agosto de 2014, no Cemitério de Santo Amaro, no Recife.
A morte de Eduardo Campos ocorreu em uma data que já fazia parte da história da família.
Miguel Arraes, seu avô, morreu em 13 de agosto de 2005, exatamente nove anos antes do acidente que matou Eduardo.
A coincidência entre as duas datas passou a ser registrada nos relatos sobre a trajetória da família.
Doze anos após o acidente, 13 de agosto de 2014 permanece como a data da morte de Eduardo Campos e das seis pessoas que estavam com ele na aeronave.
O episódio ocorreu durante uma campanha presidencial e encerrou a trajetória eleitoral de Campos naquele ano. Ele tinha 49 anos e havia deixado o Governo de Pernambuco meses antes para disputar a Presidência da República.
A data também integra a história política recente de Pernambuco pela trajetória ocupada por Eduardo Campos como deputado, ministro e governador antes de sua candidatura ao Palácio do Planalto.
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