Seleção Campeão do mundo em 1962. O Brasil de Mané Garricha, Amarildo, Djalma Santos, Didi e Zagallo. Foto: CBF/Divulgação
O andamento da trajetória brasileira nas Copas do Mundo atingiu um de seus pontos mais altos em mil novecentos e sessenta e dois. Realizada no Chile, a competição ficou marcada pelo desafio técnico de defender o título conquistado na Suécia quatro anos antes. De acordo com os registros oficiais da FIFA, o Brasil se tornou, naquela ocasião, a segunda seleção na história a conquistar o bicampeonato de forma consecutiva (feito realizado apenas pela Itália em 1934 e 1938). A trajetória da Seleção Brasileira foi colocada à prova logo no segundo jogo, quando Pelé sofreu uma lesão muscular contra a Tchecoslováquia, ficando fora do restante do torneio.
Com a ausência do "Rei", o fluxo de protagonismo da equipe recaiu sobre Garrincha. De acordo com o portal GE, o ponta-direita teve o desempenho mais individualmente dominante da história das Copas até então, marcando gols decisivos nas quartas e na semifinal. Uma das curiosidades mais famosas ocorreu na semifinal contra o Chile: após ser expulso, Garrincha foi absolvido pelo tribunal da FIFA para jogar a final após uma manobra diplomática brasileira que convenceu os juízes de que ele havia sido provocado. Segundo o jornal Estadão, o jornal chileno El Mercurio estampou em sua capa após o jogo: "De que planeta veio Garrincha?".
O rumo tático da Copa de 1962 é lembrado negativamente pelo excesso de violência. De acordo com a BBC, o jogo entre Chile e Itália ficou conhecido como a "Batalha de Santiago", devido às agressões físicas em campo que exigiram a intervenção da polícia chilena por quatro vezes. Esse fluxo de agressividade forçou a FIFA a repensar a arbitragem para as edições seguintes, culminando anos depois na criação dos cartões amarelo e vermelho. Conforme indica o acervo da Folha de S.Paulo, a Copa do Chile foi uma das edições com maior média de jogadores lesionados por partida.
O andamento da final colocou o Brasil novamente frente a frente com a Tchecoslováquia. De acordo com a Gazeta Esportiva, mesmo saindo atrás no placar, o Brasil virou o jogo para 3 a 1 com gols de Amarildo (o substituto de Pelé), Zito e Vavá. Segundo a CBF, a vitória confirmou o Brasil como a maior potência do futebol mundial, posição que seria reforçada oito anos depois com o tri no México. A conquista de 1962 é frequentemente citada por historiadores como a prova de que o futebol brasileiro possuía o maior conjunto de talentos da história, capaz de vencer o mundo mesmo sem o seu principal jogador.
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