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Adeus às unhas de gel, proibição entra em vigor em setembro

União Europeia veta substâncias químicas perigosas em esmaltes de gel e acelera revolução no setor de beleza a partir de setembro de 2025.

Joice Gomes

22 de setembro de 2025 às 09:05

Unhas de gel com os dias contados após proibição.

Unhas de gel com os dias contados após proibição. Imagem de Freepik

A partir de 1º de setembro de 2025, a União Europeia proibiu o uso de duas substâncias químicas presentes em esmaltes e géis para unhas: o óxido de trimetilbenzoil difenilfosfina (TPO) e a dimetiltoluidina (DMTA). Ambas são classificadas como CMR categoria 1B, compostos reconhecidos por apresentarem riscos à fertilidade e ao desenvolvimento fetal, segundo a Comissão Europeia. Essa ação visa proteger consumidores e profissionais da beleza de potenciais danos à saúde.

Impactos para o setor de beleza e consumidores

A proibição vai além da simples retirada do mercado dos produtos atuais: salões precisam descartar ou devolver estoques que contenham essas substâncias imediatamente. Além disso, fabricantes devem reformular seus produtos para oferecer alternativas seguras. A medida gera um impacto direto na rotina dos profissionais, que terão que adaptar equipamentos e técnicas, e também no consumidor, que verá mudanças nas opções disponíveis.

Importância da medida para a saúde

Estudos indicam que a exposição à TPO e DMTA está associada a efeitos tóxicos para reprodução e possíveis riscos cancerígenos, mesmo que a maior parte das evidências venha de pesquisas com animais. A decisão da UE reflete uma postura preventiva e rigorosa para minimizar riscos, especialmente entre profissionais que lidam com esmaltes diariamente e consumidores frequentes. Consequentemente, a regulamentação reforça o vínculo entre estética e segurança.

Alternativas e tendências em cosméticos para unhas

O mercado tem respondido com desenvolvimentos significativos em produtos livres de TPO e DMTA. Marcas estão lançando linhas compatíveis com os novos regulamentos, investindo em fotoiniciadores alternativos e fórmulas seguras. Essa transição também favorece tendências naturais, como o "Nude Look", que traz tons neutros que se adequam tanto ao estilo como às normas de saúde.

Como os salões devem se adaptar

Além de substituir os produtos proibidos, os salões precisam rever o uso dos aparelhos que curam esmaltes, como lâmpadas UV e LED, para garantir compatibilidade com novos produtos. Profissionais devem buscar capacitação sobre as novas fórmulas e protocolos de segurança, garantindo atendimento com qualidade e proteção ao cliente. O descarte adequado dos estoques antigos também é fundamental para cumprir a legislação.

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Impactos econômicos e desafios da reformulação

A obrigatoriedade de reformulação dos esmaltes pode acarretar atrasos em lançamentos e possíveis elevações de preço devido aos custos envolvidos em pesquisa, desenvolvimento e adaptação da cadeia produtiva. Por outro lado, torna-se uma oportunidade para o setor inovar e elevar o padrão de segurança dos produtos, reposicionando marcas e serviços diante de um mercado mais consciente e exigente.

Diferenças internacionais e mercado global

Enquanto a proibição já vigora na União Europeia, eg: países como Brasil e Estados Unidos ainda permitem o uso do TPO e DMTA, o que cria uma divisão em padrões de segurança no mercado internacional. Profissionais e consumidores europeus adotam um novo patamar de proteção, enquanto outras regiões observam a evolução para possível adoção futura de normas mais rigorosas.

Preparação para o futuro do mercado de unhas

Salões e marcas que se antecipam às mudanças saem na frente em competitividade. Oferecer produtos seguros e inovadores, alinhados a regulamentações internacionais, aumenta a confiança do cliente e constrói reputação sustentável. A conscientização sobre os riscos e a importância da segurança na beleza se tornam valores centrais para o segmento.

O que muda para o consumidor final

Consumidores devem buscar produtos livres das substâncias proibidas e ficar atentos às certificações e informações sobre segurança nas embalagens. A experiência estética pode se manter ou até melhorar com novas fórmulas, garantindo unhas bonitas sem risco à saúde. A informação correta prepara o público para escolhas conscientes e favorece o mercado responsável.

A proibição das substâncias TPO e DMTA pela União Europeia representa um marco importante para o mercado de unhas de gel, obrigando uma transformação profunda e necessária. A saúde e a estética caminham juntas, enquanto o setor se reinventa para atender a rigorosos padrões de segurança. O consumidor europeu passa a contar com produtos mais seguros, e o mercado global observa um novo horizonte para a indústria da beleza.

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