Segundo a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), o suspeiro é investigado pelo feminicídio de Raelly, uma mulher trans encontrada morta dentro da casa onde morava, em Camaragibe.
06 de agosto de 2026 às 12:10 - Atualizado às 12:14
Com a decisão judicial, o investigado foi encaminhado ao Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel). Foto: Reprodução/Redes sociais e Seap/Divulgação
O Tribunal de Justiça de Pernambuco converteu em prisão preventiva a detenção em flagrante de Joel Fidelis dos Santos, de 63 anos, apontado como suspeito de matar a bombeira civil Raelly Braz da Silva, de 30 anos. A decisão foi tomada nesta quarta-feira, 5 de agosto, durante audiência de custódia realizada na Central Especializada das Garantias de Jaboatão dos Guararapes.
Com a decisão judicial, o investigado foi encaminhado ao Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), onde permanecerá à disposição da Justiça. A informação foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).
Segundo a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), Joel é investigado pelo feminicídio de Raelly, uma mulher trans encontrada morta dentro da casa onde morava, no bairro dos Estados, em Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife.
No dia em que o corpo foi localizado, Joel foi levado à delegacia para prestar esclarecimentos. Na ocasião, ele negou qualquer participação no crime e afirmou não ter motivos para matar a vítima. Entretanto, conforme a Polícia Civil, o depoimento apresentou contradições e outros elementos reunidos durante as investigações motivaram a prisão em flagrante, posteriormente convertida em preventiva.
De acordo com a corporação, a perícia apontou que, embora o corpo tenha sido encontrado na terça-feira, 4 de agosto, a morte teria ocorrido mais de 12 horas antes da localização da vítima.
As investigações indicam que Raelly esteve com uma amiga no domingo, 2 de agosto, circunstância que, segundo a Polícia Civil, pode ter despertado ciúmes no suspeito. Joel afirmou aos investigadores que foi até a residência da bombeira civil na manhã da segunda-feira, 3 de agosto, por volta das 9h40, mas alegou que deixou o local porque ela não atendeu à porta.
Durante o interrogatório, porém, ele não conseguiu explicar por que não tentou entrar em contato por telefone ao chegar ao imóvel, fato que chamou a atenção da equipe responsável pela investigação.
Outro aspecto destacado pela Polícia Civil foi o comportamento do suspeito durante as diligências. Segundo o delegado responsável pelo caso, enquanto familiares e amigos demonstravam forte abalo emocional com a morte de Raelly, Joel permaneceu frio durante todo o acompanhamento da ocorrência.
Raelly Braz da Silva foi encontrada morta dentro da residência onde vivia sozinha, nas proximidades da Avenida Pernambuco, em Camaragibe. Familiares decidiram ir ao imóvel após passarem cerca de dois dias sem conseguir contato com ela por mensagens ou ligações.
A perícia identificou ferimentos provocados por golpes de faca no pescoço e abaixo de um dos braços. Também foram encontrados indícios de tentativa de incêndio na residência, com parte do corpo parcialmente carbonizada.
Raelly trabalhava como bombeira civil e estava concluindo uma especialização para atuar como socorrista. Durante as investigações, familiares informaram ter descoberto que ela mantinha um relacionamento amoroso, informação que, segundo eles, não era conhecida pela família.
O caso segue sob investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que continua realizando diligências para esclarecer todas as circunstâncias do crime.
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