Tenente-coronel e esposa, ambos uniformizados com farda da PM. Foto: Redes Sociais/Reprodução
Durante uma entrevista concedida â TV Record, na quarta-feira, 11 de março, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto se pronunciou sobre o caso envolvendo sua esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, que foi encontrada sem vida e com um disparo de arma de fogo na cabeça, dentro do apartamento onde o casal residia, localizado no Brás, bairro do centro de São Paulo.
Apontado como suspeito de ter matado a companheira, Geraldo negou ter realizado o crime e reafirmou que a mulher teria tirado a própria vida. Segundo o oficial, ele estava tomando banho quando a vítima teria dado um tiro contra si mesma. Ao vê-la caída no chão e com sangramento na região da cabeça, mesmo com conhecimentos técnicos aprendidos na corporação, não prestou os primeiros socorros por não haver equipamentos necessários para o atendimento.
Ele também negou ter alterado a cena do crime ou se aproximado do corpo da esposa. De acordo com o relato, após encontrar Gisele ferida, acionou a Polícia Militar do Estado de São Paulo e o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo. O tenente-coronel contou que três bombeiros chegaram ao local com equipamentos de resgate, como desfibrilador e maca.
Durante o atendimento, o oficial disse que começou a passar mal e que sua pressão arterial chegou a 20 por 18, segundo medição feita por um médico presente no local. Ele afirmou que precisou tomar dois medicamentos para controlar a situação e que um profissional de saúde teria alertado sobre o risco de sofrer um acidente vascular cerebral ou um infarto.
Ainda segundo o relato, após esse momento ele tomou um segundo banho. Na versão registrada no inquérito policial, policiais que participaram da ocorrência afirmaram que orientaram o oficial a não tomar banho e a seguir diretamente para a delegacia para prestar depoimento. Na entrevista, no entanto, o tenente-coronel declarou que não recebeu esse tipo de recomendação.
Ele também disse que não estava sujo de sangue, mas decidiu se banhar por causa do impacto emocional provocado pela situação.
O oficial negou ainda ter utilizado o cargo na polícia para interferir nas investigações. Segundo ele, naquele momento estava no local apenas como morador do apartamento e marido da vítima.
Durante a entrevista, o tenente-coronel comentou dois pontos levantados durante a investigação que geraram questionamentos sobre o depoimento dele.
O primeiro diz respeito ao banheiro estar seco. Em uma das versões apresentadas pelo próprio oficial, ele afirmou que estava no banho quando ouviu um barulho no apartamento. Ao sair do banheiro, teria encontrado a esposa caída e feito as ligações de emergência. Testemunhas, porém, relataram que o chão do imóvel estava seco, o que levantou dúvidas sobre a versão apresentada.
Na conversa, ele contestou essa informação e afirmou que deixou o chuveiro ligado.
Outro ponto citado é a presença de marcas de estrangulamento no pescoço da vítima, apontadas em laudo médico. O tenente-coronel negou ter causado as lesões e levantou a hipótese de que elas possam ter ocorrido durante uma caminhada com a filha de Gisele, uma criança de 7 anos, que estaria no colo da mãe com as mãos em volta do pescoço dela.
O oficial também negou ter enviado três policiais militares ao apartamento para realizar limpeza no local. Segundo ele, as agentes foram encaminhadas pelo próprio comandante, depois que a área já havia sido liberada.
Em depoimento obtido pelo portal Metrópoles, a inspetora do condomínio onde o casal morava, identificada como Fabiana, afirmou que diversas pessoas estiveram no apartamento após a morte da policial.
De acordo com o relato, três policiais militares teriam ido ao imóvel às 17h48 do mesmo dia para fazer a limpeza do local.
A testemunha também relatou que o tenente-coronel retornou ao apartamento ainda naquele dia para pegar alguns pertences antes de viajar para São José dos Campos, no Vale do Paraíba.
Ainda segundo o depoimento, após o atendimento inicial à vítima, o oficial permaneceu no corredor do prédio conversando ao telefone e falando com policiais que participavam da ocorrência. Em determinado momento, ao ser informado de que a mulher ainda estava viva, ele teria dito que “ela não vai sobreviver”.
Da redação do Portal com informações do Metrópoles.
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