O furto foi registrado por uma câmera de segurança do prédio localizado na Rua Ernesto de Paula Santos, na Zona Sul do Recife. O crime ocorreu por volta da 1h30 da madrugada.
Momento do furto e prisão do criminoso, no Recife. Fotos: Reprodução. Arte: Portal de Prefeitura
A Justiça de Pernambuco concedeu liberdade provisória a José Carlos Alves Cruz Neto, de 21 anos, preso em flagrante após furtar o celular de um porteiro em Boa Viagem, Zona Sul do Recife, na última sexta-feira, 29 de agosto. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada no sábado (30), no Plantão Judiciário Criminal do TJPE. (relembre vídeo abaixo)
O juiz responsável expediu alvará de soltura sem aplicação de fiança ou outras medidas cautelares. Na ocasião, o jovem relatou ter sofrido maus-tratos e tortura atribuídos à Polícia Civil (PCPE), o que levou o magistrado a requisitar um novo exame de corpo de delito.
O furto foi registrado por uma câmera de segurança do prédio localizado na Rua Ernesto de Paula Santos. O crime ocorreu por volta da 1h30 da madrugada. Em depoimento, o porteiro afirmou que ainda tentou perseguir o suspeito, mas não pôde deixar o posto de trabalho e, posteriormente, registrou boletim de ocorrência.
Nas imagens, é possível ver o momento em que o suspeito entra na guarita do porteiro, enquanto o trabalhador se distrai ao aplicar álcool na perna e deixa o celular sobre a bancada. Aproveitando a oportunidade, o criminoso pegou o aparelho e fugiu pulando o muro do condomínio.
O caso foi registrado como "furto qualificado mediante escalada", conforme o Artigo 155 do Código Penal, que prevê penas de dois a oito anos de prisão e multa.
De acordo com o interrogatório, José Carlos confessou o crime, disse que pretendia vender o aparelho para comprar drogas e entregou o celular aos policiais no momento da prisão. Ele declarou ser usuário de drogas e admitiu praticar diversos furtos para sustentar o vício.
“Disse ser viciado em drogas e fazer inúmeros furtos para sustentar seu vício”, registra o depoimento.
O documento também aponta que o suspeito possui múltiplas passagens pela polícia e, no momento do crime, utilizava tornozeleira eletrônica. A mãe dele, segundo os registros, se recusou a acompanhá-lo à delegacia por estar decepcionada com o comportamento do filho.
“Sua mãe ficou muito decepcionada com o comportamento do interrogado e não quis acompanhá-lo à delegacia”, diz.
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