Os valores pertencem a trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos que contribuíram para o antigo fundo antes da mudança nas regras do programa.
03 de julho de 2026 às 13:28 - Atualizado às 13:56
Pessoa com cartão do PIS/Pasep e dinheiro do abono. Foto: Jeane de Oliveira/Reprodução
O prazo para retirar valores esquecidos do antigo Fundo PIS/Pasep segue aberto e pode beneficiar milhões de brasileiros que trabalharam entre 1971 e 1988.
O governo federal informou que os recursos continuarão disponíveis até setembro de 2028, mas quem perder essa data deixará de ter direito ao ressarcimento.
Os valores pertencem a trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos que contribuíram para o antigo fundo antes da mudança nas regras do programa. Após o encerramento do prazo, o dinheiro será incorporado definitivamente ao Tesouro Nacional.

Segundo o Ministério da Fazenda, os pagamentos variam conforme o histórico de contribuições de cada beneficiário. Embora algumas pessoas possam receber quantias superiores, o valor disponível depende do período trabalhado e dos depósitos realizados na época. No caso de muitos trabalhadores, os créditos podem chegar a até R$ 1.621, conforme os registros individuais.
A verificação dos valores pode ser realizada de forma totalmente digital por meio da plataforma Repis Cidadão, criada pelo governo para reunir as informações do antigo fundo.
O acesso exige uma conta Gov.br com nível prata ou ouro. Depois de entrar no sistema, basta informar o número do PIS ou NIS para descobrir se existe saldo disponível e iniciar o pedido de pagamento.
Além das agências da Caixa Econômica Federal, o ressarcimento pode ser solicitado diretamente pelo aplicativo do FGTS.
No sistema, o interessado deve acessar a opção referente ao antigo Fundo PIS/Pasep, anexar a documentação solicitada e concluir o requerimento. Após a conferência dos dados, a Caixa encaminha o processo ao Ministério da Fazenda, responsável pela liberação dos recursos.
Os valores não desaparecem com a morte do titular. Dependentes e herdeiros legais também podem solicitar o pagamento, desde que apresentem documentos que comprovem o direito à herança ou à pensão.
Entre os documentos aceitos estão certidões emitidas pela Previdência Social, declarações do órgão responsável pelo benefício ou autorização judicial, conforme cada caso.
Depois que o pedido é protocolado, a documentação passa por análise. Somente após a aprovação o valor entra na programação oficial de pagamentos do governo.
O crédito é realizado em conta da Caixa Econômica Federal ou na poupança social digital aberta em nome do beneficiário.
O antigo Fundo PIS/Pasep é diferente do abono salarial pago todos os anos aos trabalhadores que atendem aos critérios atuais.
O fundo funcionava como uma espécie de patrimônio formado pelos trabalhadores entre 1971 e 1988. Com a Constituição de 1988, esse modelo foi encerrado e substituído pelo sistema atual do abono salarial.
Anos depois, os recursos remanescentes foram incorporados ao FGTS e posteriormente passaram para uma conta administrada pelo Tesouro Nacional.
Prazo final
Os trabalhadores e herdeiros interessados têm até setembro de 2028 para solicitar o ressarcimento.
Após esse período, quem não fizer a solicitação perderá definitivamente o direito ao saque, já que os recursos serão transferidos em definitivo para os cofres públicos. Por isso, a recomendação é consultar a situação cadastral o quanto antes para verificar se existe algum valor disponível.
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