As investigações tiveram início com a identificação de movimentação de valores expressivos, incompatíveis com a capacidade econômica da empresa.
18 de junho de 2026 às 13:37 - Atualizado às 13:43
Polícia Federal com o apoio da CGU deflagrou a Operação Infesto. Foto: Arquivo/PF
A Polícia Federal com o apoio da CGU deflagrou, nesta quinta-feira, 18 de junho, a Operação Infesto, com o objetivo de desarticular esquema criminoso voltado à prática de fraude em licitações, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro, envolvendo contratos públicos firmados com uma empresa de serviços de dedetização impermeabilização.
Ao todo, foram expedidos nove Mandados de Busca e apreensão, sendo oito no Estado de Pernambuco na região metropolitana, nos municípios de Recife, Olinda, Jaboatão e Paulista e um no município de João Pessoa.
As investigações tiveram início com a identificação de movimentação de valores expressivos, incompatíveis com a capacidade econômica da empresa, além da realização de saques frequentes em espécie e transferências para diversas pessoas físicas.
Até o momento são investigadas contratações em três municípios pernambucanos, que resultaram em repasses de R$ 3,8 milhões à empresa investigada, entre 2020 e 2024. Desse total, aproximadamente R$ 2,3 milhões foram custeados com recursos federais.
Segundo as investigações, os valores recebidos eram posteriormente distribuídos a integrantes do núcleo familiar da sócia da empresa e a terceiros, com utilização de operadores financeiros e empresas interpostas, visando à ocultação da origem dos recursos. Também foram identificados indícios de repasses financeiros a agente público em período coincidente com a execução dos contratos, o que pode indicar o pagamento de vantagem indevida.
O nome “Infesto” faz referência à atividade principal da empresa investigada, voltada a serviços de dedetização e impermeabilização, sendo que parte relevante dos contratos analisados, muitos deles celebrados com dispensa de licitação, tinham como objeto justamente o controle de pragas e sanitização, contexto no qual surgiram os indícios de irregularidades.
Estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão com o objetivo de apreender documentos, dispositivos eletrônicos e outros elementos probatórios que permitam aprofundar as investigações e identificar os responsáveis.
Os investigados poderão responder, conforme o caso, pelos crimes de associação criminosa, peculato, corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal ressalta que as investigações seguem em andamento e que os fatos ainda estão sob apuração.
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De acordo com a vítima, o rapaz utilizava um facão para ameaçar ela e pressionava para que deixasse a residência onde o casal morava.
A ação cumpriu cinco mandados de busca e apreensão, além da ordem de prisão e de quatro medidas cautelares. Os funcionários públicos que não foram presos, estão com tornozeleira eletrônica.
Os depósitos são realizados de forma escalonada, conforme o último dígito do NIS do responsável pela família.
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