A primeira-dama Janja e o presidente Lula recebem o ator Wagner Moura e o cineasta Kleber Mendonça Filho. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O filme brasileiro “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, não venceu o Oscar 2026 na categoria de Melhor Filme Internacional. A produção representou o Brasil na premiação e recebeu apoio financeiro do governo federal para promover sua campanha em Hollywood durante a disputa pelo prêmio.
A cerimônia do Oscar 2026 aconteceu em março, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Apesar da expectativa em torno da produção brasileira, o vencedor da categoria de Melhor Filme Internacional foi o longa “Valor Sentimental”, da Noruega.
Antes da premiação, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva destinou R$ 800 mil, por meio da Agência Nacional do Cinema (Ancine), para ajudar na campanha internacional de divulgação de “O Agente Secreto”.
O valor foi utilizado para promover o filme entre os votantes da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsáveis pela escolha dos indicados e vencedores do Oscar.
De acordo com informações divulgadas na época, o valor inicialmente previsto era de R$ 400 mil. No entanto, a produtora do filme solicitou a ampliação do orçamento, pedido que acabou sendo atendido pela Ancine, dobrando o montante para R$ 800 mil.
O recurso foi liberado dentro do Programa de Apoio à Divulgação do Filme Brasileiro Candidato a uma Indicação ao Oscar de Melhor Filme Internacional, criado para auxiliar produções nacionais na campanha internacional pela premiação.
Mesmo sem vencer a estatueta, “O Agente Secreto” alcançou um feito importante para o cinema brasileiro ao receber quatro indicações ao Oscar 2026.
O longa foi indicado nas seguintes categorias:
A indicação de Wagner Moura foi considerada histórica, sendo uma das poucas vezes em que um ator brasileiro disputou a categoria de Melhor Ator na premiação.
Além do apoio para a campanha ao Oscar, a produção de “O Agente Secreto” também contou com R$ 7,5 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) para a realização do filme.
Outros R$ 750 mil foram destinados à etapa de comercialização da obra, também por meio de mecanismos de incentivo ao audiovisual brasileiro.
Dirigido pelo cineasta pernambucano Kleber Mendonça Filho, o longa é ambientado no Brasil de 1977, durante o período da ditadura militar, e acompanha a história de um especialista em tecnologia que se envolve em uma trama de espionagem.
Apesar de não ter conquistado o Oscar, o filme ganhou destaque internacional durante a temporada de premiações e reforçou a presença do cinema brasileiro em grandes festivais e premiações ao redor do mundo.
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