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Mulher é presa após incendiar carro com próprio filho que estava dentro

De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher teria cometido o ato por ciúmes após uma discussão com o companheiro.

Gabriel Alves

13 de outubro de 2025 às 15:31   - Atualizado às 15:41

Local onde mulher foi presa.

Local onde mulher foi presa. Foto; Reprodução

Na manhã do domingo, 12 de outubro, uma mulher de 47 anos, identificada como Silvana Dias Guimarães, foi presa depois colocar fogo no carro da família, onde o próprio filho estava. O caso ocorreu no bairro Jardim Embaré, em São Paulo. O jovem, de 27 anos, conseguiu sair do automóvel a tempo e não se feriu.

De acordo com o boletim de ocorrência, a suspeita teria cometido o ato por ciúmes após uma discussão com o companheiro. O crime foi registrado como incêndio criminoso qualificado, dano e perigo para a vida ou saúde de outrem.

Policiais militares foram acionados para atender a uma ocorrência de briga de casal e, ao chegarem ao local, encontraram roupas em chamas espalhadas pela Rua Francisco Corrêa Bueno. Segundo o relato dos agentes, o filho da suspeita tentava manobrar o Jeep Cherokee da família na garagem quando a mulher saiu da casa com uma panela nas mãos e jogou um líquido inflamável sobre o carro, ateando fogo logo em seguida.

O avô do rapaz, que presenciou a cena, ainda tentou impedir a ação, mas não conseguiu. O jovem escapou ileso, e os próprios familiares conseguiram controlar o incêndio antes da chegada do Corpo de Bombeiros, que fez o rescaldo do local.

Aos policiais, familiares informaram que o crime teria sido motivado por ciúmes e desentendimentos conjugais. O marido da suspeita relatou que ela não aceitava o fim do relacionamento e já havia histórico de discussões.

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No momento da prisão, Silvana admitiu o crime, dizendo ter “ateado fogo” no veículo. Ela foi presa em flagrante e, posteriormente, teve a prisão convertida em preventiva pela Justiça.

Em decisão judicial, a Polícia Civil destacou a “elevada periculosidade social” e a “frieza emocional” da autora, ressaltando a necessidade de mantê-la presa para garantir a ordem pública e a segurança das vítimas.

O caso foi registrado na Delegacia Seccional de São Carlos e seguirá sob investigação. O crime de incêndio qualificado prevê pena de três a seis anos de reclusão.

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