Armas apreendidas na casa do militar reformado. Foto: Polícia Civil/Divulgação
Um militar reformado das Forças Armadas foi preso em flagrante na manhã desta quinta-feira, 13 de novembro, no bairro Parolin, em Curitiba (PR), durante uma operação da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (DESARME), do Rio de Janeiro, que investiga o tráfico de armas interestadual.
O nome do suspeito e a Força Armada à qual ele pertencia não foram divulgados oficialmente. Em termos militares, a reforma significa um afastamento definitivo e irrevogável do serviço ativo.
De acordo com as investigações, o homem foi identificado em interceptações telefônicas negociando armas com facções criminosas do Rio de Janeiro. A defesa do suspeito informou que não vai se manifestar sobre o caso.
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) encontrou armas, grande quantidade de munições e equipamentos usados na fabricação artesanal de armamentos na casa do investigado.
Segundo o delegado Rodrigo Brown, o militar reformado já possuía antecedentes criminais e havia sido preso anteriormente pela Polícia Federal (PF) por envolvimento com o comércio ilegal de munições.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que a investigação teve início a partir da análise técnica de dados extraídos de dispositivos eletrônicos apreendidos em fases anteriores da operação, submetidos à perícia digital.
“O conteúdo analisado revelou um expressivo volume de comunicações, trocas de arquivos e registros audiovisuais, demonstrando a existência de negociações frequentes e sistemáticas de artefatos bélicos de uso permitido e restrito, além de insumos destinados à recarga e montagem de munições”, informou a corporação em nota.
A apuração também identificou relações estáveis de colaboração entre fabricantes, intermediários e compradores, que atuavam na produção de munições de calibres variados e na comercialização de fuzis e metralhadoras de fabricação artesanal.
Ainda segundo a polícia, as mensagens interceptadas e os registros financeiros demonstram lucros elevados, entre 100% e 150%, além do uso de transportadoras privadas para o envio clandestino de armas, com instruções para disfarçar o conteúdo e ocultar a identidade do remetente.
Os investigadores descobriram ainda locais usados como pontos de fabricação e armazenamento, onde eram mantidos ferramentas, peças de reposição, insumos e equipamentos de recarga. As autoridades não informaram em quais estados ou cidades esses locais funcionavam, mas confirmaram que parte das armas produzidas ou adquiridas irregularmente era distribuída sem qualquer controle legal.
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