Pernambuco, 13 de Fevereiro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Médico planeja morte da esposa por envenenamento e conta com a mãe para executar o crime

Segundo o inquérito da polícia, o médico teria sido o mandante do homicídio, enquanto Elizabete foi a executora, por motivação financeira.

Fernanda Diniz

28 de junho de 2025 às 13:46   - Atualizado às 14:18

Médico planeja morte da esposa.

Médico planeja morte da esposa. Foto: Arte/Portal de Prefeitura

A Polícia Civil de São Paulo indiciou o médico Luiz Antônio Garnica e sua mãe, Elizabete Arrabaça, após concluir que ambos foram responsáveis pela morte da professora de pilates Larissa Rodrigues, esposa do profissional, por meio de envenenamento com chumbinho. O crime aconteceu em março deste ano, no apartamento do casal, na zona Sul de Ribeirão Preto.

Segundo o inquérito, Luiz teria sido o mandante do homicídio, enquanto Elizabete foi a executora. A motivação, conforme aponta a investigação, seria financeira.

“Os dois teriam interesses financeiros. É muito evidenciado para a gente, através de trocas de mensagens. Toda a cronologia que o Luiz colocou no computador dele, as provas que ele apresentou, ficou bem claro que o crime foi premeditado”, disse o delegado Fernando Bravo, ao G1.

O óbito de Larissa ocorreu no dia 21 de março. Luiz só apareceu no apartamento no dia seguinte, dia 22, após passar a noite com a amante. Foi ele quem acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), fingindo estar em choque diante dos socorristas.

“Tem uma mensagem às 10h25 para a amante dele informando a morte da Larissa. O Samu chega às 10h34. Por volta de 10h40, constata o óbito. Mesmo assim, ele fez manobras de ressuscitação na frente da médica, simulou uma emoção quando a médica disse que ela já estava em óbito, quer dizer, tudo isso mostra que ele estava, realmente, participando de uma cena, porque já sabia que a Larissa estava morta e a primeira pessoa que informou sobre a morte foi a amante”, afirmou o promotor Marcus Túlio Nicolino.

Veja Também

Ainda segundo Bravo, Larissa “já vinha passando mal ao longo da semana”, com episódios de diarreia.

Apesar disso, Luiz teria impedido que ela procurasse ajuda médica, dizendo que ele mesmo cuidaria da situação. Testemunhas confirmaram a versão à polícia.

O inquérito, que conta com mais de 600 páginas, revelou também que Elizabete foi a última pessoa a estar no apartamento com Larissa, na noite anterior ao crime.

A suspeita é de que ela tenha fornecido um medicamento contaminado com veneno à nora. Em sua defesa, Elizabete alegou que o envenenamento foi acidental.

Em sua versão, o médico tenta transferir a culpa para a mãe. De acordo com Luiz, Elizabete teria sido a responsável não apenas pela morte de Larissa, mas também pela da própria filha, Nathalia Garnica, envenenada um mês antes, em fevereiro.

Luiz alegou que a mãe devia R$ 320 mil e sugeriu que ele seria a próxima vítima.

“Acredito que, depois de tudo isso, eu seria o próximo, até pela quantia que ela precisava. Se ela teve coragem de matar a própria filha, que morou com ela a vida toda, qual a dificuldade de me matar também? (…) É muito difícil você pensar que a pessoa que te criou e criou suas irmãs é capaz de fazer uma coisa dessa, tanto com a própria filha ou a sua esposa”, declarou, sem especificar a motivação de Elizabete para matar Larissa.

Elizabete nega envolvimento em ambos os casos. No interrogatório, afirmou ter encontrado Nathalia morta na própria casa, também em fevereiro.

“Ela esclarece que já estava na casa da filha, porque a filha estaria com dengue, então ela foi lá para ajudar a cuidar da filha. Durante o início da noite, ela ouviu a filha aparentemente engasgando, ela segue até o quarto, e a filha alega que teria engasgado ao tomar água. Então ela [Elizabete] sai e retorna mais à noite, onde a filha já estaria desfalecida”, relatou o advogado da idosa, Bruno Corrêa.

Sobre a morte da nora, Elizabete apresentou versões contraditórias. Inicialmente, acusou Nathalia de ter envenenado os remédios tomados por Larissa. No entanto, voltou atrás após refletir melhor.

“Ela [Larissa] tinha tremor nas duas mãos. (…) Eu tive dengue na cadeia e pensava: ‘Será que não tinha alguma coisa nesse remédio da Nathalia?’. Mas, depois, eu pensei bem e falei: ‘É impossível isso, não tem cabimento, porque a Nathália não teria condição, pelo tremor dela, de pôr alguma coisa’”, ponderou.

Luiz Antônio Garnica e Elizabete Arrabaça foram indiciados por homicídio doloso qualificado por feminicídio e com uso de meio cruel.

O médico responde pela morte de Larissa, enquanto a mãe é acusada também pela morte da filha Nathalia.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

14:13, 13 Fev

Imagem Clima

26

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Goleiro Bruno fala sobre caso Eliza Samudio.
Repercussão

Caso Eliza Samudio: goleiro Bruno admite erro e cita Macarrão e envolvimento de facção criminosa

Condenado pelo homicídio, ex-goleiro cedeu uma entrevista a um podcast e falou sobre o caso. Ele também falou sobre o relacionamento com o filho.

Máquina de cartão de crédito usada por ambulante preso.
Estelionato

"Para gringo é mais caro": ambulante é preso após cobrar R$ 2,4 mil por duas cervejas a turistas

Segundo equipes de patrulhamento, a dupla de turistas, pai e filho, perceberam o golpe depois de realizar o pagamento em uma máquina de cartão de crédito.

South Carolina State University, nos Estados Unidos, onde duas pessoas morreram em tiroteio.
Ataque

Tiroteio dentro de Universidade nos EUA deixa duas pessoas mortas e um ferido

Os disparos foram registrados em um apartamento do complexo residencial estudantil Hugine Suites, localizado dentro do campus.

mais notícias

+

Newsletter