As investigações iniciais indicam que o brócolis usado nos lanches pode ter sido armazenado de forma incorreta, criando um ambiente propício para o desenvolvimento da toxina botulínica.
Vítimas que morreram após comer o lanche. Foto: Reprodução/Redes Sociais
As autoridades de saúde da Itália investigam um grave surto de botulismo que já deixou duas vítimas fatais e contaminou pelo menos 16 pessoas na região da Calábria. A mais recente morte confirmada é a de Tamara D’Acunto, de 45 anos, que não resistiu após consumir um sanduíche com brócolis comprado em um food truck no sudoeste do país. Ela chegou a ser hospitalizada, mas seu quadro se agravou rapidamente devido às complicações da intoxicação.
A morte de Tamara ocorreu apenas dias depois do falecimento do músico Luigi Di Sarno, de 52 anos. Ele também ingeriu um sanduíche contendo brócolis com linguiça, adquirido em um ponto de venda ambulante na orla de Diamante, província de Cosenza. O caso gerou grande repercussão na Itália e intensificou as preocupações sobre segurança alimentar.
Até o momento, autoridades confirmaram 16 pessoas intoxicadas, incluindo dois adolescentes. Os pacientes apresentaram sintomas característicos de botulismo, como visão turva, dificuldade para engolir e fadiga muscular, entre 24 e 48 horas após o consumo dos alimentos suspeitos. O botulismo é causado pela toxina botulínica, considerada uma das substâncias mais letais conhecidas, mesmo em quantidades mínimas.
A polícia local abriu investigações formais contra nove pessoas. Entre os investigados estão o proprietário do food truck onde os lanches foram vendidos e três funcionários da empresa apontada pela imprensa local como responsável pela fabricação dos sanduíches. Além disso, cinco médicos de dois hospitais da região de Cosenza também são alvo de apuração. Eles são acusados de possível demora na identificação correta dos sintomas e no início do tratamento adequado para os pacientes.
As investigações iniciais indicam que o brócolis usado nos lanches pode ter sido armazenado de forma incorreta, criando um ambiente propício para o desenvolvimento da toxina botulínica. Especialistas reforçam que alimentos prontos para consumo exigem cuidados rigorosos de conservação e higiene para evitar riscos à saúde pública.
O caso provocou forte reação na população e nas autoridades de saúde italianas. Órgãos de vigilância sanitária reforçam a importância de inspeções mais frequentes em estabelecimentos de venda de alimentos, incluindo ambulantes. Médicos e especialistas em segurança alimentar também alertam que o botulismo, embora raro, exige diagnóstico rápido e tratamento imediato para evitar mortes e complicações graves.
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