Pernambuco, 02 de Setembro de 2026

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Inadimplência de aluguel cai em Pernambuco após quatro meses de alta

Taxa recuou para 4,23% em julho, mas permaneceu acima da média nacional; imóveis de menor valor concentram os maiores índices de atraso.

02 de setembro de 2026 às 15:21   - Atualizado às 16:56

Taxa de inadimplência de aluguel em Pernambuco caiu de 5% para 4,23% entre junho e julho.

Taxa de inadimplência de aluguel em Pernambuco caiu de 5% para 4,23% entre junho e julho. Imagem gerado por IA

A inadimplência de aluguel voltou a cair em Pernambuco depois de quatro meses consecutivos de crescimento. A taxa passou de 5% em junho para 4,23% em julho de 2026, uma redução de 0,77 ponto percentual.

O resultado também ficou abaixo do registrado em julho de 2025, quando o índice pernambucano chegou a 5,08%. Apesar da melhora, a proporção de aluguéis em atraso no estado continuou superior à média nacional de julho, calculada em 3,05%.

Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia, elaborado pela Superlógica, empresa que oferece soluções tecnológicas e financeiras para os mercados imobiliário e condominial. O levantamento utiliza informações anonimizadas de mais de 800 mil locatários de todo o Brasil.

Para o cálculo, são considerados inadimplentes os boletos que permanecem sem pagamento por mais de 60 dias ou que foram quitados com atraso superior a esse período. A análise considera fatores como valor do aluguel, tipo de imóvel, localização e datas de vencimento e pagamento.

Nordeste continua com maior taxa

O Nordeste permaneceu na liderança do ranking regional de inadimplência, mesmo apresentando redução entre junho e julho. A taxa regional caiu de 5,15% para 4,88%.

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O Norte apareceu em seguida, com 4,04%. Centro-Oeste e Sudeste registraram taxas próximas, de 2,80% e 2,78%, respectivamente. O Sul apresentou o menor percentual do país, com 2,67%.

No mercado nordestino, os imóveis comerciais concentraram a maior inadimplência em julho, com taxa de 7,18%. As casas apareceram com 5,59%, enquanto os apartamentos registraram 3,44%. Os três segmentos apresentaram redução em relação ao mês anterior.

Aluguéis mais baratos concentram atrasos

Em âmbito nacional, os imóveis com aluguéis de até R$ 1 mil continuaram liderando a inadimplência em suas respectivas categorias.

Nos imóveis comerciais dessa faixa, a taxa chegou a 7,27%, apesar da queda de 0,13 ponto percentual em julho. Entre os residenciais de até R$ 1 mil, o índice foi de 5,99%.

As menores taxas foram identificadas nos imóveis residenciais com aluguel entre R$ 2 mil e R$ 5 mil, com 1,74%, e nos comerciais entre R$ 2 mil e R$ 3 mil, com 3,42%.

Quando considerados todos os valores, os imóveis comerciais apresentaram inadimplência de 4,17%. Nas casas, a taxa ficou em 3,29%, enquanto os apartamentos registraram 2,14%.

Pernambuco melhora no recorte semestral

A taxa média de inadimplência locatícia em Pernambuco ficou em 4,29% no primeiro semestre de 2026. O percentual foi inferior aos 4,44% dos primeiros seis meses de 2025 e aos 5,14% registrados no segundo semestre do ano passado.

No país, a média do primeiro semestre deste ano foi de 3,24%. No segundo semestre de 2025, o indicador havia alcançado 3,71%.

Embora os resultados indiquem melhora, a concentração dos atrasos nos imóveis mais baratos mostra que famílias com menor margem financeira continuam mais expostas à pressão de despesas essenciais e a situações imprevistas.

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